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Correio da Manhã

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Terroristas tentaram usar armas químicas nos Jogos Olímpicos

Doze homens foram detidos em várias regiões do Brasil durante a operação Hashtag.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 2 de Setembro de 2016 às 19:31
Brasil, Rio de Janeiro, Jogos Olímpicos, Segurança, Terrorismo
Brasil, Rio de Janeiro, Jogos Olímpicos, Segurança, Terrorismo FOTO: Bruno Kelly/Reuters

Os 12 supostos terroristas com ligação ao Daesh, presos pela Polícia Federal brasileira em várias regiões do Brasil no dia 21 de Julho durante a Operação Hashtag, estavam a analisar a possibilidade de usarem armas químicas num atentado a levar a cabo durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, que decorreram no Rio de Janeiro entre 5 e 21 de agosto.

Os 12 homens, e outros dois igualmente acusados de ligações a outros grupos extremistas presos dias depois num desdobramento da Hashtag, continuam presos numa penitenciária de alta segurança no sul do Brasil.

A informação foi divulgada esta sexta-feira pela própria coorporação, que diz ter descoberto o plano para um atentado químico nos Jogos Olímpicos ao investigar os telemóveis dos suspeitos que foram apreendidos. Nas mensagens trocadas entre eles, os Jogos Olímpicos, que reuniram 11 mil atletas de todo o mundo e levaram ao Rio de Janeiro um milhão de turistas, 417 mil dos quais estrangeiros, eram ao oportunidade ideal para um atentado de grande repercussão.

"As Olimpíadas seriam uma óptima hipótese.", afirmou um dos suspeitos pouco antes de ser preso. Um outro sugere então o uso de armas químicas para envenenar um dos reservatórios que abastecem com água potável milhões de pessoas na cidade do Rio de Janeiro:"Já imaginaram um ataque bioquímico? Contaminar as águas de um reservatório de abastecimento de água, por exemplo?", lê-se numa das mensagens divulgadas pela coorporação.

A Polícia Federal prefere não adiantar mais detalhes dos planos dos alegados terroristas, enquanto continua as investigações e conseguiu a prorrogação das suas prisões temporárias até final de setembro. Os 12 suspeitos presos em 21 de julho são todos brasileiros, e dos dois outros presos dias depois, um é libanês e ligado ao grupo extremista Hezbollah, que atua naquele país, onde chegou a combater, e o outro é brasileiro de origem libanesa.

Além dessas prisões, as ações de prevenção a um eventual ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos incluiram a detenção e deportação sumária duas horas depois de um professor francês de origem argelina que trabalhava na Universidade Estadual do Rio de Janeiro e já cumpriu pena na França por apologia ao terror.

Poucos dias antes do final da Rio 2016, numa ação confirmada pelas Forças Armadas mas até agora não explicada, caças da Força Aérea interceptaram perto de São Paulo um avião que saiu de Curitiba e cujo piloto não se identificou, não apresentou o plano de voo e não respondeu a nenhum dos avisos dos caças militares, e que só aterrou quando percebeu que ia ser abatido no ar.

Polícia Federal Brasil Operação Hashtag Jogos Olímpicos Rio Rio de Janeiro
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