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Correio da Manhã

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Testemunha de assassínio afirma ter sido ameaçada

Boris Nemtsov foi assassinado em Moscovo.
6 de Março de 2015 às 10:50
Nemtsov foi abatido a tiro a alguns metros de distância do Kremlin. O funeral reuniu milhares de pessoas
Nemtsov foi abatido a tiro a alguns metros de distância do Kremlin. O funeral reuniu milhares de pessoas FOTO: Sergei Initsky/EPA

A testemunha do assasínio do opositor russo Boris Nemtsov, em Moscovo, afirmou ter sido ameaçada de morte depois de regressar à Ucrânia, anunciou esta sexta-feira o Ministério Público ucraniano.

As autoridades ucranianas acrescentaram que tomaram medidas para "garantir a segurança" de Ganna Duritska. 

"A 5 de março de 2015, Ganna Duritska, testemunha no caso do assassínio do opositor russo Boris Nemtsov, deslocou-se à esquadra de Bila Tserkva na região de Kiev para declarar que desconhecidos fizeram ameaças à sua vida, durante a estada na casa da família", de acordo com um comunicado.

Duritska regressou na segunda-feira a casa dos pais, em Kiev, proveniente de Moscovo.

O porta-voz do Ministério Público ucraniano Andri Demartyno afirmou que agentes das forças especiais da polícia iriam garantir a segurança de Duritska. O porta-voz não especificou a natureza das ameaças de morte.

Nemtsov, um dos mais ferozes críticos do presidente russo, Vladimir Putin, foi abatido a tiro a alguns metros de distância do

Kremlin, pouco antes da meia-noite de sexta-feira, na presença de Duritska.

No mesmo comunicado, o Ministério Público ucraniano informou que a polícia abriu uma investigação ao caso.

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