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Correio da Manhã

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Testemunhas relatam horror

As famílias de centenas de pessoas mortas pelo Exército durante o levantamento de sexta-feira no Uzbequistão começaram ontem a enterrar os seus mortos, enquanto surgem novos relatos da repressão violenta das manifestações contra o regime do presidente Islam Karimov. Testemunhas afirmam que os soldados abateram mulheres e crianças e executaram os feridos que tentavam escapar.
16 de Maio de 2005 às 00:00
“Havia três ou quatro soldados encarregados de assassinar os feridos”, afirmaram, sob anonimato, testemunhas do banho de sangue da passada sexta-feira em Andijan, o episódio mais violento do Uzbequistão pós-soviético, que terá custado a vida a 500 civis.
As famílias dos mortos, que por vezes tiveram dificuldade em reclamar os cadáveres para sepultar, afirmam ainda que os milhares de refugiados que tentaram cruzar a fronteira foram perseguidos e, alguns deles, abatidos pelos militares.
Os relatos, não confirmados por fonte independente, são desmentidos por Karimov, que garante que os militares estão proibidos de alvejar mulheres, crianças e idosos
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