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Testes de ADN para imigrantes

A Câmara de Deputados do Parlamento francês aprovou ontem um projecto de lei polémico que prevê a aplicação de testes de ADN aos candidatos a imigrantes. A ideia é comprovar a filiação de quantos pretendam recorrer às leis de reagrupamento familiar para entrar em França.

21 de setembro de 2007 às 00:00

Os socialistas e comunistas contestam a lei, que passa agora a votação no Senado, e que prevê ainda a realização de exames, nos países de origem, para testar os conhecimentos de língua francesa e dos valores da República por parte dos pretendentes a imigrantes com menos de 65 anos de idade.

Entre as restrições impostas pela nova lei destaca-se ainda a exigência, ao imigrante que pretenda trazer para junto de si a família, de um rendimento equivalente ou superior ao ordenado mínimo (cerca de 1200 euros).

Outro aspecto muito polémico da nova lei de imigração é a permissão para recolha de dados sobre as origens étnicas dos candidatos.

Esta lei faz parte de um pacote de reformas do presidente Nicolas Sarkozy, que quarta-feira anunciou a intenção de reduzir em cerca de 22 mil o número de funcionários públicos a fim de melhorar os salários e condições de progressão na carreira dos que permanecerem em funções. Sarkozy anunciou ainda que o governo introduzirá mecanismos de compensação salarial dos funcionários baseados no mérito.

CAMPANHA DE TV EM ÁFRICA

O governo espanhol lançou uma campanha de TV em países da África Ocidental para desencorajar a imigração ilegal.

Os anúncios, com um custo estimado em quase milhão e meio de euros, apelam à emoção, lembrando a tragédia de milhares de pessoas que perderam a vida ao tentar chegar às Ilhas Canárias em barcos precários e sobrelotados.

“O meu filho partiu e não tenho notícias dele há oito meses”, afirma, num dos anúncios, uma senegalesa de expressão triste. De seguida as imagens mostram um rapaz tombado num banco de rochas, aparentemente afogado. “Sabes como acaba esta história”, ouve-se, na letra de uma música cantada por Youssou N’Dour.

A campanha visa complementar os efeitos do reforço de patrulhamento de águas internacionais e dos acordos de repatriamento firmados com países norte-africanos. Depois de em 2006 mais de 30 mil ilegais terem chegado às Canárias, este ano o número desceu para menos de sete mil.

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