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Correio da Manhã

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Timor: Três detidos em operação de combate aos "ninjas"

Uma operação desencadeada pela Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) contra grupos de “ninjas” levou já à detenção de três homens, por suspeitas de crimes de violência sexual e homicídio de três mulheres.
25 de Janeiro de 2010 às 11:10

No terreno de um dos detidos foram encontrado encontrados vários  cadáveres, que deverão corresponder a vítimas ainda não identificadas.  

"Um dos detidos é um homem considerado muito perigoso, que tem ameaçado  as pessoas e quando saiu algemado a população bateu palmas, o que demonstra  o alívio dos residentes que, por medo, se remetiam ao silêncio", confirmou Longuinhos Mineiro, comandante-geral da PNTL, à agência Lusa.

As autoridades avançam ainda que outro dos detidos é o ex-chefe do Suco de Zumalai, (presidente de Junta  de Freguesia), candidato derrotado nas últimas eleições e que está indiciado como mentor de actos de violência na área, praticados por um dos grupos de "ninjas" que tem actuado na povoação, sendo que o próprio posto policial de Zumalai terá sido alvo de ataques.

"O primeiro objectivo desta missão é a acção psicológica. Sabemos que  as populações  estão muito traumatizadas com o que tem estado a acontecer  e por isso compreendemos que a maioria não queira falar. Apesar disso, vão-nos chegando informações através de populares que  nos permitem levar por diante esta missão", declarou Longuinhos Mineiro.    

A “mega-operação”, que decorre na região sul do país, é a primeira de uma larga escala da PNTL, em articulação com as Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) que têm colocado um pelotão junto à fronteira, para servir de tampão a eventual movimentações dos grupos de "ninjas".       

Aproximadamente 200 homens foram deslocados para a zona, 90 dos quais pertencentes ao Grupo de Operações Especiais (GOE), com o objectivo de pôr cobro às acções de grupos conhecidos por "ninjas", que  actuam de rosto coberto e são associados às artes marciais.

O comandante da PNTL indica que se tratam de três grupos de 20 a 30 pessoas, que actuam em articulação dos respectivos líderes, os quais residem junto à fronteira entre Suai e Bobonaro.     

Assaltam geralmente de madrugada e estão "relativamente bem organizados", actuando com armas brancas e zagaias, mas há a informação de que terão também na sua posse armas de fogo.

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