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Correio da Manhã

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Tiros e violência de volta a Bissau

A situação na Guiné-Bissau estava ontem à noite sob controlo, mas tensa, depois de, durante a manhã, facções militares se terem envolvido numa troca de tiros na capital. O Chefe do Estado-maior das Forças Armadas, António Indjai, diz que se tratou de uma "tentativa de alteração da ordem constitucional".

27 de Dezembro de 2011 às 01:00
O chefe do Estado-maior das Forças Armadas, António Indjai, o chefe da Armada, Bubo Na Tchuto, têm trocado acusações
O chefe do Estado-maior das Forças Armadas, António Indjai, o chefe da Armada, Bubo Na Tchuto, têm trocado acusações FOTO: Lusa

Segundo testemunhas, registou-se uma troca de tiros junto ao quartel de Amura, em Bissau, sede do Estado-maior das Forças Armadas, que terá feito um morto e vários feridos. Relatos não confirmados indicam que Indjai chegou a ser detido pelos revoltosos, alegadamente militares da Armada, e posteriormente libertado pelos seus homens.

"Um grupo de militares tentou alterar a ordem constitucional", disse Indjai após reunião com os ministros do Interior e da Defesa. O governo, desmentiu, no entanto, que se tratasse de uma tentativa de golpe de Estado.

Na última semana, Indjai e o chefe da Armada, Bubo Na Tchuto, trocaram acusações por causa da apreensão de mais um carregamento de droga, e fontes diplomáticas admitiram que os incidentes estariam relacionados com essa situação. Na Tchuto desmentiu, porém, qualquer envolvimento. Outra versão indica que o incidente estaria relacionado com reivindicações salariais.

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