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Correio da Manhã

Mundo
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Centenas desapareceram no Mediterrâneo

400 migrantes viajavam em quatro barcos que terão naufragado.
18 de Abril de 2016 às 12:12
ONG 'SOS Meditarranee' divulgou imagens do resgate de 108 pessoas no domingo
Um barco em que seguiam cerca de 400 pessoas, na sua maioria nacionais da Somália, adornou no Mediterrâneo ao largo da costa do Egito, temendo-se que muitas delas tenham morrido.

Um diplomata somali no Egipto não identificado confirmou à BBC a notícia, que começou por ser divulgada nas redes sociais no domingo por famílias dos migrantes.

O Presidente italiano, Sergio Mattarella, que se encontra em visita oficial aos Camarões desde domingo, proveniente da Etiópia, instou a Europa a refletir no problema da migração, face a "uma nova tragédia no Mediterrânio, na qual, ao que parece, morreram várias centenas de pessoas.

A guarda costeira italiana, que esta segunda-feira de manhã disse não ter tido conhecimento da notícia, indicou que foram salvos 108 migrantes e seis corpos recuperados de uma embarcação de borracha parcialmente submersa no domingo. Um segundo relatório das autoridades italianas deu conta de que 33 migrantes foram salvos durante a noite ao largo da costa siciliana.

Um outro pormenor está ainda a ser avançado pelo The Independent, segundo o qual, notícias ainda não confirmadas referem que quatro embarcações mal equipadas com cerca de quatro centenas de migrantes, provenientes da Somália, Etiópia e Eritreia, terão partido da costa egípcia em direção a Itália.

Alguns sobreviventes, segundo a BBC, terão sido levados para uma ilha grega.

108 salvos por barco francês
Esta segunda-feira, a ONG francesa SOS Mediterranee divulgou na sua página de Facebook imagens do resgate dos 108 náufragos referidos pela guarda costeira italiana. Os migrantes foram encontrados à deriva numa embarcação penumática, em péssimas condições. O grupo estava à dervia no Mediterrâneo no último domingo e era maioritariamente composto por somalis. Os refugiados foram resgatados pelo navio Aquarius, da ONG francesa.

Segundo os relatos recolhidos entre os sobreviventes, teriam embarcado 135 pessoas neste barco pneumático. A ONG deparou-se com seis cadáveres a bordo e dois refugiados afogaram-se quando saltaram, em pânico, para a água. Não se sabe do que foi feito dos restantes 19 ocupantes do barco de borracha. 

A  tragédia ocorre quase um ano depois de uma embarcação de pesca lotada com migrantes se ter afundado ao largo da costa Líbia no Mediterrânio, a pouco mais de 200 quilómetros de Lampedusa, provocando a morte de cerca de 800 pessoas.

De acordo com números das Nações Unidas, 180 mil pessoas tentaram alcançar a Europa por barco este ano, com o custo de quase 800 vidas.
Mar Mediterrâneo acidentes e desastres migrantes
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