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Correio da Manhã

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Tribunal confirma pena de prisão por blasfémia

O Supremo Tribunal do Afeganistão confirmou a condenação a 20 anos de prisão de um jornalista acusado de “blasfémia” por divulgar um artigo na Internet sobre os direitos da mulher na sociedade afegã, revelou esta quarta-feira fonte familiar.
11 de Março de 2009 às 11:15

Syed Pervez Kambakhsh, um estudante de 24 anos e colaborador do jornal local ‘Jahan-e-Naw’, foi detido em Outubro de 2007, na cidade de Mazar-i-Sharif. Em Janeiro de 2008, um tribunal local condenou-o à morte depois de o considerar culpado de blasfémia por divulgar e debater com colegas de universidade um artigo sobre a falta de direitos das mulheres no Afeganistão.

Num primeiro recurso, em Outubro de 2008, um tribunal de Cabul comutou a pena máxima por 20 anos de prisão, confirmada ontem pelo Supremo Tribunal.

 

Syed Yaqub Ibrahimi, irmão do estudante , acredita que a condenação é uma ‘represália’ pelos artigos escritos sobre as violações dos direitos humanos no norte do Afeganistão, garantindo que o irmão está a ser vítima de um 'jogo político'. Ibrahimi, que também é jornalista, exigiu ainda ao presidente afegão que reveja a pena.

 

Durante 2003, Ibrahimi apelou à ajuda de vários países europeus, receando pela segurança da sua família. O caso levou a organização Repórteres Sem Fronteiras a intervir no caso e pedir ao governo do Afeganistão que reforme a lei aplicada à blasfémia.

 

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