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Correio da Manhã

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Tribunal de Israel justifica assassínios selectivos

O Supremo Tribunal israelita justificou esta quinta-feira os “assassínios selectivos” de palestinianos cometidos há anos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, considerando que a sua legalidade deve ser analisada caso a caso.
14 de Dezembro de 2006 às 10:53
No seu acórdão, os juízes consideram que “não é possível determinar à partida que qualquer assassínio selectivo é contrário ou conforme ao direito internacional”, acrescentando que a identidade do alvo visado deve ser revelada e que as eventuais vítimas inocentes indemnizadas.
Segundo a ‘B’tselem’, uma organização israelita de defesa dos direitos humanos nos territórios palestinianos, 210 activistas palestinianos e 129 civis foram mortos em operações de liquidação selectiva perpetuadas desde a Intifada.
O acórdão resulta de um processo aberto em Janeiro de 2002 pelo Comité Público contra a Tortura e a organização palestiniana Law, sociedade para a protecção dos direitos humanos e ambiente. No entanto, o processo tinha sido congelado em 2005 devido a uma declaração do então Primeiro-ministro israelita Ariel Sharon e do presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, sobre um cessar-fogo e o fim dos assassínios selectivos, mas recomeçou em Novembro dos mesmo ano, com a retomadas daquelas operações.
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