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Correio da Manhã

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Tribunal eleitoral do Brasil iliba ex-candidato à presidência de crime e uso de dinheiro ilícito

A absolvição de Fernando Haddad ocorreu por unanimidade dos votos de todos os juízes do tribunal.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 10 de Maio de 2019 às 16:30
Fernando Haddad
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro, a mais alta instância eleitoral do país, ilibou o ex-candidato à presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, de crime eleitoral e uso de dinheiro ilícito. A absolvição de Haddad, derrotado na segunda volta das presidenciais de outubro do ano passado por Jair Bolsonaro, ocorreu por unanimidade dos votos de todos os juízes daquele tribunal.

Haddad, que substituiu Lula da Silva na corrida presidencial depois de o ex-presidente ter sido preso por corrupção e ter ficado inelegível, era acusado de ter pago despesas de campanha com dinheiro de um suposto "saco azul" criado para esse fim.

O ex-candidato à presidência também era acusado de crime de abuso do poder económico, por supostamente ter gasto valores bem acima dos permitidos pela justiça eleitoral na sua campanha.

Mas depois de analisadas todas as provas de ambos os lados juntadas aos autos, os magistrados decidiram sem hesitação ilibar Fernando Haddad de qualquer crime. Segundo o acórdão proferido no final do julgamento, todas as despesas feitas pela campanha do candidato do PT foram realizadas dentro dos valores permitidos e estão regularmente justificadas com as respetivas faturas.

A ação tinha sido instaurada junto ao TSE pelo ativista de direita Kim Kataguiri, líder do Movimento Brasil Livre, MBL, que nos anos de 2015 e 2016 levou multidões para as ruas de São Paulo e outras grandes cidades brasileiras pedindo a destituição da então presidente Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Lula da Silva. Kataguiri acabou por se eleger deputado federal nas eleições de outubro passado, após a projeção pública do seu nome como líder daquele movimento conservador.
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