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Tribunal indiano prolonga detenção de um dos principais líderes da oposição

Detenção provocou vários protestos, com os partidos da oposição a acusarem o Governo de querer afastar a concorrência nas eleições gerais.

01 de abril de 2024 às 14:43

Um tribunal indiano renovou esta segunda-feira, por mais duas semanas, a detenção do principal líder da oposição, Arvind Kejriwal, acusado de corrupção, anunciaram os seus advogados.

Kejriwal foi detido pela agência indiana de combate ao crime financeiro em 21 de março por alegações de corrupção com bebidas alcoólicas, tendo a justiça decidido que ficaria sob custódia até 1 de abril.

A detenção provocou vários protestos, com os partidos da oposição a acusarem o Governo de querer afastar a concorrência nas eleições gerais, marcadas para daqui a menos de três semanas.

O Partido Aam Aadmi (AAP ou 'Homem Comum'), do qual Kejriwal é líder, afirma que o responsável foi preso sob falsas acusações e que o caso foi fabricado, mas o Partido Bharatiya Janata (BJP ou 'Partido do Povo Indiano'), do primeiro-ministro Narendra Modi, nega ter feito qualquer interferência política.

Segundo a agência que o deteve, Arvind Kejriwal e o seu partido aceitaram mil milhões de rupias (11 milhões de euros) em subornos de fornecedores de bebidas alcoólicas durante quase dois anos.

O partido negou as acusações e disse que Kejriwal permanecerá como ministro-chefe de Nova Deli mesmo enquanto estiver a debater o caso em tribunal.

O partido faz parte de uma aliança de partidos de oposição chamada ÍNDIA, que é o principal desafiador do Bharatiya Janata de Modi, nas próximas eleições.

A decisão desta segunda-feira de alargar o prazo de detenção deveu-se, segundo a agência, ao facto de Kejriwal não ter cooperado e ter dado respostas evasivas.

O caso de Kejriwal tem dominado as notícias na Índia já que o início das eleições gerais está marcado para dia 19 e os partidos da oposição afirmam que o governo está a utilizar indevidamente as agências de investigação federais para perseguir e enfraquecer os seus opositores políticos.

A oposição a Modi apontou também uma série de rusgas, detenções e investigações de corrupção de importantes figuras da oposição.

Recentemente, o movimento de oposição Congresso Nacional Indiano acusou o Governo de paralisar o partido ao congelar as suas contas bancárias.

O partido de Modi nega ter utilizado agências de aplicação da lei para atingir a oposição e diz que estas agências agem de forma independente.

A prisão de Kejriwal é vista como mais um revés para o bloco de oposição.

O bloco lançou no domingo a sua campanha eleitoral com um grande comício em Nova Deli, no qual os líderes criticaram a prisão de Kejriwal e outros responsáveis, como o seu adjunto, Manish Sisodia, e outro deputado do partido, Sanjay Singh.

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