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Correio da Manhã

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Tribunal militar condena bloguista a dois anos de prisão

Um tribunal militar egípcio condenou hoje, em resposta a um recurso, o bloguista Maikel Nabil, em greve de fome para protestar contra a sua detenção, a dois anos de prisão por ter criticado as forças armadas.
14 de Dezembro de 2011 às 15:18
tribunal declarou que a prisão de Nabil, de 26 anos, não resulta de falta de "liberdade de opinião ou de expressão mas de delitos de insulto e de difamação contra as forças armadas"
tribunal declarou que a prisão de Nabil, de 26 anos, não resulta de falta de 'liberdade de opinião ou de expressão mas de delitos de insulto e de difamação contra as forças armadas' FOTO: D.R.

"Em nome do povo, Maikel Nabil foi condenado a dois anos de prisão e a uma multa de 200 libras egípcias", afirmou o tribunal.               

Na resposta ao recurso, o tribunal declarou que a prisão de Nabil não resultava de falta de "liberdade de opinião ou de expressão mas de delitos de insulto e de difamação contra as forças armadas".         

Maïkel Nabil, de 26 anos, tinha sido condenado em primeira instância a três anos de prisão efectiva por um tribunal militar por ter "insultado" o exército no seu blogue desde a queda em Fevereiro do presidente Hosni Mubarak.         

Nabil iniciou em Agosto uma greve de fome e o seu irmão, Mark, afirmou que agora "vai endurecer a greve de fome". "Até agora, Nabil bebia leite e sumos e a partir de agora apenas beberá água, afirmou o irmão.          

A condenação de Maïkel Nabil suscitou numerosas campanhas de apoio a nível internacional, designadamente a Amnistia Internacional apelou às autoridades egípcias para libertar sem demora Nabil.

Os membros do Conselho Supremo das forças armadas, que dirigem o Egipto desde a queda de Mubarak, deposto por um movimento de contestação popular, tinham afirmado em Setembro que Nabil não era um "prisioneiro político".

"O que Nabil escreveu não está no âmbito da liberdade de expressão, ultrapassa todos os limites do insulto e da difamação e propaga mentiras contra as forças armadas", tinha afirmado um responsável citado pela agência oficial MENA. Desde então, o exército é vivamente criticado por levar milhares de civis a tribunais militares por acusações de agressão, violação e de insultos a generais no poder.     

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