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Tribunal recusa libertar jornalistas da Reuters detidos na Birmânia

Wa Lone e Kyaw Soe Oo são acusados de violar a lei do segredo de Estado ao investigar a crise dos rohingyas.
1 de Fevereiro de 2018 às 10:58
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
Jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo detidos na Birmânia
A justiça birmanesa rejeitou esta quinta-feira o pedido de libertação sob caução de dois jornalistas da agência Reuters, acusados de violar a lei do segredo de Estado ao investigar a crise dos rohingyas.

"O tribunal decidiu recusar a sua libertação sob caução", disse o juiz após várias horas de audiência, numa altura em que a pressão internacional aumenta sobre o país para libertar os jornalistas, detidos há dois meses.

Os jornalistas, Wa Lone e Kyaw Soe Oo, são acusados de terem recebido "importantes documentos secretos" de dois polícias que tinham estado colocados no estado de Rakhine, onde as forças de segurança são acusadas de assassínios em massa durante a operação que levou à fuga de quase 700.000 muçulmanos 'rohingya' para o vizinho Bangladesh.

Os dois jornalistas, que são ambos cidadãos birmaneses, podem ser condenados a 14 anos de prisão se forem considerados culpados.

A lei do segredo de Estado da Birmânia (Myanmar) data de 1923, quando o território era uma província da colónia britânica da Índia.

A ONU, a União Europeia e os Estados Unidos, assim como as organizações não-governamentais Amnistia Internacional e Repórteres Sem Fronteiras, pediram a libertação imediata dos dois jornalistas.
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