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Correio da Manhã

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Tribunal argentino condena a prisão perpétua 3 ex-polícias

Antigos polícias estavam acusados de crimes contra a humanidade cometidos entre 1975 e 1983.
23 de Dezembro de 2014 às 23:08
Três antigos polícias foram condenados a prisão perpétua
Três antigos polícias foram condenados a prisão perpétua FOTO: Carlos Barroso

Um tribunal argentino condenou esta terça-feira a prisão perpétua três dos dez ex-polícias e ex-guardas prisionais que estavam acusados por crimes contra a humanidade cometidos entre 1975 e 1983 na província de Tucumán, no norte da Argentina.

Segundo a agência noticiosa espanhola Efe, o Tribunal Oral Federal de Tucumán aplicou penas de prisão perpétua a Juan Carlos Medrano, Francisco Alfredo Ledesma y Héctor Manuel Valenzuela. Aos restantes acusados, o mesmo tribunal argentino decretou penas entre os oito e os 25 anos de prisão.

Neste processo foram julgados delitos contra 39 vítimas - todos presos políticos considerados "subversivos" -, em duas salas do edifício penal de Villa Urquiza, em Tucumán, por factos que ocorreram entre 1975, ano anterior ao início da ditadura militar, até ao final do regime, em 1983.

No que respeita ao total de vítimas no âmbito destes processos, duas foram assassinadas e cinco continuam desaparecidas. Segundo declarações de testemunhas que passaram pelas salas de audiências neste tribunal, na sua maioria cidadãos que sobreviveram às prisões do regime ditatorial, os presos políticos encontravam-se em condições infra-humanas e eram sujeitos a maus-tratos, torturas e abusos sexuais.

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