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Correio da Manhã

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Tropas vigiam eleições no Rio

Pela primeira vez num período de eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro autorizou o envio das Forças Armadas para o Rio de Janeiro para reforçar a segurança pública e garantir a total liberdade de expressão e de movimentação de eleitores e candidatos nas autárquicas do próximo mês de Outubro, ameaçadas em várias favelas cariocas por actos de coacção de grupos de criminosos.

17 de Agosto de 2008 às 00:30
Face às ameaças de narcotraficantes das favelas da capital carioca, militares vão vigiar as autárquicas
Face às ameaças de narcotraficantes das favelas da capital carioca, militares vão vigiar as autárquicas FOTO: Sérgio Lemos

O presidente do TSE, juiz Carlos Ayres Britto, que inicialmente era contrário à medida mas votou vencido, afirmou depois da decisão que o importante é assegurar a liberdade do processo eleitoral e que "devemos sair da inércia, do marasmo, não temos o direito de nos rendermos."

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, francamente favorável à medida, pediu ao tribunal para enviar as tropas o mais breve possível e não apenas perto do dia da votação. A decisão do TSE surge depois de várias denúncias de que os habitantes de favelas estão a ser coagidos a votarem nos candidatos impostos pelos criminosos que dominam esses locais, sob risco de represálias, que podem chegar até à morte, se os indicados não forem eleitos.

Recentemente, candidatos a vereador e até a presidente de câmara foram impedidos de entrar em favelas cariocas dominadas por narcotraficantes.

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