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Correio da Manhã

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Trump propõe “solução realista de dois Estados”

Plano norte-americano propõe criação de Estado palestiniano com capital em Jerusalém Oriental.
Ricardo Ramos 29 de Janeiro de 2020 às 08:00
Donald Trump
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O presidente Donald Trump apresentou esta terça-feir ao seu prometido plano de paz para o Médio Oriente, em que propõe uma "solução realista de dois Estados" naquilo que chamou de "negócio do século" para israelitas e palestinianos, embora estes últimos não tenham sido consultados ou sequer convidados para a sua apresentação.

Descrevendo a sua proposta como "o negócio do século", Trump avisou os palestinianos de que esta "poderá ser a sua última oportunidade". Ao contrário do que muitos analistas esperavam, o acordo mantém a aposta na chamada solução dos dois Estados, acenando aos palestinianos com a criação de um Estado independente, com Jerusalém Oriental como capital. Ao mesmo tempo, porém, o acordo reconhece Jerusalém como "capital indivisível de Israel", numa aparente contradição que Trump não explicou como vai contornar.

O acordo reconhece ainda a soberania israelita sobre todos os colonatos da Cisjordânia - "dos maiores aos mais pequenos", como afirmou o PM israelita Benjamin Netanyahu -, satisfazendo assim uma da principais reivindicações de Israel, que considera esse território vital para a sua segurança. Em troca, Trump oferece aos palestinianos duplicar o território atualmente sob o seu controlo, embora não tenha explicado como. O presidente dos EUA garantiu, no entanto, que "nenhum palestiniano ou israelita será expulso da sua casa". O plano prevê ainda um período de quatro anos para os palestinianos negociarem a criação do seu futuro Estado, durante o qual o governo israelita se compromete a congelar toda a atividade de construção e expansão dos colonatos.

"Esta é a oportunidade de um século e não vamos deixá-la passar", garantiu Benjamin Netanyahu, que considerou Trump "o maior amigo de Israel que alguma vez pisou a Casa Branca".

PORMENORES
"Plano é uma farsa"
A Autoridade Palestiniana, que não foi consultada, rejeitou o plano de Trump ainda antes de os detalhes serem conhecidos. "Este plano é uma farsa", denunciou o secretário-geral da OLP, Saeb Erekat.

Netanyahu acusado
Horas antes de aparecer ao lado de Trump na apresentação do "negócio do século", e a pouco mais de um mês das eleições Israelitas, Netanyahu foi formalmente indiciado por corrupção pela Justiça israelita. O anúncio foi feito depois de o PM ter retirado o pedido de imunidade parlamentar por falta de apoio.
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