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Trump promete política externa menos intervencionista

Milionário vai rever política externa dos EUA.

27 de abril de 2016 às 20:08

O candidato favorito à nomeação republicana para as presidenciais nos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu esta quarta-feira rever a política externa com o lema "A América Primeiro", prometendo menos intervencionismo e menos ajuda aos aliados.

"A América será o tema dominante e mais importante da minha administração", disse o milionário, num discurso em que expôs a sua visão para a política externa norte-americana.

O candidato criticou os aliados europeus dos Estados Unidos, que "não pagam a sua parte" na NATO, assegurando que, sob sua orientação, ou pagam "os custos da sua defesa" ou "os Estados Unidos devem deixá-los defender-se a si próprios".

"Gastámos milhares de milhares de milhões de dólares em aviões, mísseis, navios, equipamentos e investimos nas nossas Forças Armadas para defender a Europa e a Ásia. Os países que defendemos devem pagar os custos da sua defesa, caso contrário, os Estados Unidos devem estar preparados para deixá-los defender-se a si próprios", afirmou.

Menos ajuda aos aliados

Donald Trump assegurou que, se for eleito, vai dizer isso mesmo aos aliados, convocando uma cimeira com os aliados da NATO e outra com os aliados da Ásia.

O candidato criticou por outro lado o presidente norte-americano, Barack Obama, por ter abandonado aliados como Israel enquanto estendia a mão ao Irão.

"Os nossos amigos devem poder contar com os acordos que assinámos com eles", disse, criticando o abandono do projeto de defesa antimísseis na Polónia e na República Checa e o afastamento do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak em 2011.

Ameaças ao Daesh

Trump prometeu aniquilar "o Islão radical" e, dirigindo-se ao grupo extremista Daesh, afirmou: "A minha mensagem é simples: os dias deles estão contados".

"O Daesh desaparecerá se eu for eleito presidente e desaparecerá rapidamente. Muito, muito, rapidamente", disse.

O candidato à nomeação definiu uma linha isolacionista, depois de criticar a invasão do Iraque em 2003 como "uma catástrofe" e de qualificar a política externa norte-americana das últimas décadas de "catástrofe atrás de catástrofe".

"Tornámos o Médio Oriente mais instável e caótico do que nunca", dando ao Daesh "o espaço de que precisava para crescer e prosperar", afirmou, depois de caracterizar o legado de Obama como de "fraqueza, confusão e caos".

"Os meus amigos e os meus inimigos sabem que se eu traço uma linha vermelha vou respeitar essa linha vermelha", disse. Mas "contrariamente a outros candidatos presidenciais, a guerra e a agressão não serão o meu primeiro instinto", disse.

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