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Tsunami mata mais de mil (COM VÍDEOS E FOTOGALERIA)

Um tsunami com ondas de dez metros de altura foi ontem desencadeado pelo mais poderoso terramoto de que há memória no Japão e terá matado mais de mil pessoas no Nordeste do país, levando as autoridades dos países da bacia do Pacífico a lançar alertas de tsunami.
12 de Março de 2011 às 00:30
Ondas gigantes espalharam destruição em Natori
Primeiro-ministro Naoto Kan estava na câmara superior do parlamento nipónico quando sentiu o terramoto
Ondas de dez metros fizeram com que a água avançasse na zona de Natori, levando tudo à sua frente
Ruas da capital encheram-se de pessoas que fugiam dos edifícios
Noite está a ser iluminada nos arredores de Tóquio pelas chamas que saem dos reservatórios de gás natural em Chiba
Reservatórios de gás natural de Chiba, nos arredores de Tóquio, começaram a arder
Trânsito na capital japonesa foi ainda mais caótico do que já é habitual, dificultando a vida aos peões
Autoridades foram para a rua, assegurando a manutenção da ordem
Fotografia aérea mostra efeito do tsunami no aeroporto de Sendai
Dois sismólogos britânicos observam registo da força com que a terra tremeu no Japão
Tóquio foi menos afectada, mas os seus habitantes apressaram-se a acorrer aos supermercados por temerem a escassez de comida
Redes de telemóvel ficaram afectadas, o que dificultou a missão de contactar os familiares
Incêndios em Natori alargaram-se às zonas residenciais
Comboios parados e redes de telemóvel sobrecarregados motivaram longas filas junto aos telefones públicos
Depois do terramoto deflagraram incêndios em vários pontos de Tóquio
Maior impacto ocorreu no nordeste do país, como se vê pelo colapso do tecto desta livraria na cidade de Sendai
Automóveis e pequenos aviões ficaram no meio dos destroços em Sendai
Ondas gigantes espalharam destruição em Natori
Primeiro-ministro Naoto Kan estava na câmara superior do parlamento nipónico quando sentiu o terramoto
Ondas de dez metros fizeram com que a água avançasse na zona de Natori, levando tudo à sua frente
Ruas da capital encheram-se de pessoas que fugiam dos edifícios
Noite está a ser iluminada nos arredores de Tóquio pelas chamas que saem dos reservatórios de gás natural em Chiba
Reservatórios de gás natural de Chiba, nos arredores de Tóquio, começaram a arder
Trânsito na capital japonesa foi ainda mais caótico do que já é habitual, dificultando a vida aos peões
Autoridades foram para a rua, assegurando a manutenção da ordem
Fotografia aérea mostra efeito do tsunami no aeroporto de Sendai
Dois sismólogos britânicos observam registo da força com que a terra tremeu no Japão
Tóquio foi menos afectada, mas os seus habitantes apressaram-se a acorrer aos supermercados por temerem a escassez de comida
Redes de telemóvel ficaram afectadas, o que dificultou a missão de contactar os familiares
Incêndios em Natori alargaram-se às zonas residenciais
Comboios parados e redes de telemóvel sobrecarregados motivaram longas filas junto aos telefones públicos
Depois do terramoto deflagraram incêndios em vários pontos de Tóquio
Maior impacto ocorreu no nordeste do país, como se vê pelo colapso do tecto desta livraria na cidade de Sendai
Automóveis e pequenos aviões ficaram no meio dos destroços em Sendai
Ondas gigantes espalharam destruição em Natori
Primeiro-ministro Naoto Kan estava na câmara superior do parlamento nipónico quando sentiu o terramoto
Ondas de dez metros fizeram com que a água avançasse na zona de Natori, levando tudo à sua frente
Ruas da capital encheram-se de pessoas que fugiam dos edifícios
Noite está a ser iluminada nos arredores de Tóquio pelas chamas que saem dos reservatórios de gás natural em Chiba
Reservatórios de gás natural de Chiba, nos arredores de Tóquio, começaram a arder
Trânsito na capital japonesa foi ainda mais caótico do que já é habitual, dificultando a vida aos peões
Autoridades foram para a rua, assegurando a manutenção da ordem
Fotografia aérea mostra efeito do tsunami no aeroporto de Sendai
Dois sismólogos britânicos observam registo da força com que a terra tremeu no Japão
Tóquio foi menos afectada, mas os seus habitantes apressaram-se a acorrer aos supermercados por temerem a escassez de comida
Redes de telemóvel ficaram afectadas, o que dificultou a missão de contactar os familiares
Incêndios em Natori alargaram-se às zonas residenciais
Comboios parados e redes de telemóvel sobrecarregados motivaram longas filas junto aos telefones públicos
Depois do terramoto deflagraram incêndios em vários pontos de Tóquio
Maior impacto ocorreu no nordeste do país, como se vê pelo colapso do tecto desta livraria na cidade de Sendai
Automóveis e pequenos aviões ficaram no meio dos destroços em Sendai

Com 8,9 graus na escala aberta de Richter, o sismo, o mais forte desde que o Japão começou a ter registos de sismos, há 140 anos, foi sentido às 14h46 da tarde (05h46 da madrugada em Lisboa). Foi sentido com especial virulência em Tóquio e no Nordeste do país, sendo seguido de numerosas réplicas. Ao fim do dia, manhã no Japão, uma réplica de 6,6 de intensidade levou as autoridades a alertar para risco de novo tsunami.

Aí, as cidades de Sendai e Kamaichi contam-se entre as que sofreram mais forte impacto da onda gigante, que atirou barcos contra cais e praias e arrastou tudo à sua passagem, alargando-se por mais de cinco quilómetros terra adentro.

Um comboio com 100 pessoas a bordo foi engolido e numa praia de Sendai a polícia afirma ter visto mais de 300 cadáveres. Ainda nessa cidade, "cerca de 140 pessoas, incluindo crianças, escaparam para o telhado de uma escola e estão isoladas, cercadas por água", referiu a televisão NHK. "Não conseguia ficar de pé e as réplicas não davam tempo de recuperarmos", contou uma mãe com o filho ao colo. Na vizinha prefeitura de Fukushima, pelo menos 1800 casas foram arrasadas pelo tsunami.

Em Tóquio, a rede de transportes foi paralisada, forçando milhares de pessoas a passar a noite nos locais de trabalho, e numerosos incêndios deflagraram pela cidade.

A dimensão dos estragos faz temer que o número de mortos atinja os milhares. 

PREOCUPAÇÃO COM FUGA RADIOACTIVA

O governo japonês decretou o estado de emergência nuclear e ordenou a evacuação de cerca de seis mil pessoas residentes na área da central nuclear de Fukushima-Daiichi, 240 quilómetros a norte de Tóquio. Segundo a agência Kyodo, o nível de radiação no reactor 1 da central era ontem mil vezes superior ao normal. Na generalidade das centrais japonesas, os sistemas de segurança funcionaram e desligaram os reactores, mas em Fukushima uma falha eléctrica paralisou o sistema de arrefecimento. O governo já tinha admitido uma pequena fuga radioactiva. De acordo com as autoridades, não foram detectadas fugas nas outras centrais nucleares das regiões afectadas pelo sismo.

ALERTADOS UM MINUTO ANTES

Milhões de japoneses foram alertados sobre o terramoto cerca de um minuto antes, graças ao sofisticado sistema de detecção sismológica, alimentado por uma rede de 1000 sismógrafos no país. O sistema é capaz de detectar e analisar as primeiras ondas dos terramotos, difundindo um alerta em tempo real. O alarme foi divulgado via rádio, telemóvel e e-mail para as pessoas registadas no sistema. Em Tóquio, o primeiro choque foi sentido cerca de um minuto depois do alerta.

"TIVE DE ME AGARRAR": Pedro Henriques Treinador de futsal no Nagoya Oceans

Correio da Manhã – Onde estava no momento do sismo?

Pedro Henriques – Numa loja de telemóveis em Nagoya. Era piso térreo, mas tive de me agarrar a um sofá para não cair.

– Sentiu medo?

– O pânico estava à minha volta. Vivi outros sismos, mas eram coisa de poucos segundos. Este durou minutos e foi seguido de cinco ou seis réplicas muito fortes.

– O que fez a seguir?

– Quando acalmou, saí da loja e vi os prédios todos a mexer, pareciam folhas de papel, mas não caiu nada. Ao chegar a casa telefonei aos colegas da equipa, que estavam em Tóquio, e lá foi bem pior.

NÃO HÁ REGISTO DE VÍTIMAS LUSAS

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão informou que se desconhece a existência de vítimas portuguesas na sequência do terramoto e do tsunami que atingiram o país, segundo fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades, António Braga.

"De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês e segundo informações que estão a receber das províncias, não há registo de vítimas portuguesas", sublinhou a mesma fonte. Anteriormente, o Governo português já tinha conseguido contactar 100 dos cerca de 500 portugueses no Japão, um dos quais em Sendai, a região mais atingida pelo sismo, e estavam todos bem. Os portugueses em questão foram contactados directamente, por e-mail ou através do Facebook. "Dos quatro que estão na zona mais afectada, uma senhora já foi contactada e está bem. Estamos a tentar por todos os meios contactar os outros três", declarou a mesma fonte, acrescentando que, "segundo informação veiculada pela embaixada de França no Japão, não haverá notícia de vítimas estrangeiras".

O chefe da diplomacia lusa, Luís Amado, afirmou-se "consternado" com a tragédia e afirmou que Portugal está pronto a contribuir para os esforços de ajuda internacional.

"NUNCA PENSEI PASSAR POR ISTO"

O jogador português de futsal Ricardinho, que sentiu o sismo no Japão quando se dirigia para um jogo do Nagoya Oceans, afirmou que os "prédios abanavam como se fossem árvores". Ricardinho, que se encontra em Tóquio, teve um susto enorme: "Assisti a algo que não imaginava poder sentir algum dia. Por momentos, tudo parecia que ia cair."

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