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Correio da Manhã

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Tunísia vai destacar 1.000 polícias armados para as zonas turísticas

O Conselho de Segurança Nacional reuniu-se para discutir as medidas a tomar após o ataque.
28 de Junho de 2015 às 17:43
Homenagem às vítimas no ataque na praia
Homenagem às vítimas no ataque na praia FOTO: EPA

A Tunísia disse este domingo que vai destacar 1.000 polícias armados para as zonas turísticas, num reforço de segurança após um ataque na sexta-feira que causou 38 mortos, entre os quais uma turista portuguesa.

O Conselho de Segurança Nacional reuniu-se para discutir as medidas a tomar após o ataque, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), que representa um duro golpe para a vital indústria turística da Tunísia.

O Ministério do Turismo confirmou os planos para destacar a partir de 1 de julho mil polícias armados para reforçar a polícia de turismo do país, que também estará armada pela primeira vez.

Polícias armados serão colocados "dentro e fora dos hotéis", bem como nas praias e em locais turísticos e arqueológicos, informou o ministério num comunicado.

Num outro comunicado divulgado depois da reunião do Conselho de Segurança Nacional, o presidente Beji Caid Essebsi sublinhou a necessidade de "maior vigilância" e pediu ao governo para considerar "medidas excecionais" para lidar com ameaças futuras.

As autoridades já tinham anunciado planos para encerrar 80 mesquitas acusadas de incitarem ao extremismo.

Na sexta-feira, um jovem estudante tunisino entrou na praia do hotel Riu Imperial Marhaba em Port El Kantaoui, perto de Sousse (140 quilómetros a sul de Tunes), e disparou indiscriminadamente sobre os turistas com uma "Kalachnikov".

Matou 38 pessoas, incluindo 15 britânicos e a portuguesa de 76 anos, além de cidadãos alemães, irlandeses e belgas, e feriu 39, das quais 25 britânicos, sete tunisinos e três belgas, antes de ser morto.

Este ataque representa um novo golpe contra o setor vital do turismo, três meses depois do atentado contra o museu do Bardo em Tunes (22 mortos, incluindo 21 turistas), também reivindicado pelo movimento autoproclamado Estado Islâmico.

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