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Correio da Manhã

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Tusk perto de segundo mandato na presidência do Conselho da UE

Cimeira deverá designar o presidente na reunião de quinta-feira.
8 de Março de 2017 às 17:02
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk
Donald Tusk parece em condições de garantir um segundo mandato na presidência do Conselho europeu, apesar da forte oposição da atual líder política do país, uma persistente rival do antigo primeiro-ministro.

O mandato de dois anos e meio de Tusk para uma das mais destacadas funções da União Europeia, na qualidade de presidente das cimeiras dos 28 líderes do bloco comunitário, termina em 31 de maio. A cimeira da UE deverá designar o presidente do Conselho para o próximo mandato na reunião de quinta-feira.

O Governo nacionalista polaco, que se tem envolvido em diversos conflitos políticos com Bruxelas e os parceiros da UE, propôs o pouco conhecido eurodeputado polaco Jacek Saryusz-Wolski para substituir Tusk.

Mas diplomatas de diversos Estados-membros citados pela agência noticiosa Associated Press (AP) consideraram que Varsóvia tem reduzidas hipóteses, enquanto Tusk garante um forte apoio.

Os diplomatas exprimiram-se sob anonimato, pelo facto de esta questão ainda não estar solucionada. Um alto responsável alemão referiu que a chanceler Angela Merkel "aprecia o trabalho" de Tusk e que o presidente do Conselho está convencido da sua reeleição na quinta-feira com "um apoio generalizado".

Hoje, numa carta dirigida aos seus homólogos da UE, a primeira-ministra polaca Beata Szydlo reafirmou a sua oposição à reeleição do seu compatriota Donald Tusk, ao acusar o ex-primeiro-ministro liberal de ter "violado brutalmente" a regra de "neutralidade política" necessária ao seu posto e de "envolvimento pessoal" num conflito político no seu país.

"Não podemos permitir o estabelecimento de um perigoso precedente onde um governo democraticamente eleito de um país membro é atacado no plano político pelo presidente do Conselho Europeu", afirma a chefe do Governo de Varsóvia.

Beata Szydlo não especifica qual a intervenção de Tusk referida na carta, mas poderá tratar-se de um discurso pronunciado em 17 de dezembro em Wroclaw, onde apelou ao poder na Polónia para respeitar "a população, os princípios e os valores constitucionais".

O seu discurso ocorreu um dia após incidentes em Varsóvia, quando manifestantes impediram Beata Szydlo e Jaroslaw Kaczynski, o chefe do partido conservador nacionalista Direito e Justiça (PiS, no poder), de saírem do parlamento, enquanto deputados da oposição ocupavam o hemiciclo e protestavam contra a adoção da lei das finanças 2017, em condições controversas.

Numa entrevista publicada na terça-feira, Kaczynski definiu Tusk como um "candidato alemão" e considerou que a sua reeleição vai agravar a crise na UE.
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