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Correio da Manhã

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Ucrânia e Rússia em risco de guerra

Ação armada junto à Crimeia gera apelos a mais sanções à Rússia.
Francisco J. Gonçalves 28 de Novembro de 2018 às 01:30
Manifestantes pediram o fim das relações diplomáticas com a Rússia
Ação russa contra navios ucranianos contestada em Kiev
Nacionalistas ucranianos manifestam-se em frente ao escritório do Presidente da Ucrânia
Nacionalistas ucranianos manifestam-se em frente ao escritório do Presidente da Ucrânia
Nacionalistas ucranianos manifestam-se em frente ao escritório do Presidente da Ucrânia
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Manifestantes pediram o fim das relações diplomáticas com a Rússia
Ação russa contra navios ucranianos contestada em Kiev
Nacionalistas ucranianos manifestam-se em frente ao escritório do Presidente da Ucrânia
Nacionalistas ucranianos manifestam-se em frente ao escritório do Presidente da Ucrânia
Nacionalistas ucranianos manifestam-se em frente ao escritório do Presidente da Ucrânia
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Manifestantes pediram o fim das relações diplomáticas com a Rússia
Ação russa contra navios ucranianos contestada em Kiev
Nacionalistas ucranianos manifestam-se em frente ao escritório do Presidente da Ucrânia
Nacionalistas ucranianos manifestam-se em frente ao escritório do Presidente da Ucrânia
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Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
A Rússia e a Ucrânia estão de novo à beira da guerra. O Kremlin acusa os ucranianos de provocações em conluio com os EUA e a União Europeia (UE) para justificar mais sanções e fala de um risco de escalada muito perigoso.

As acusações do Kremlin foram a resposta às críticas internacionais que se seguiram à ação armada do fim de semana, na qual a Rússia apresou três navios ucranianos depois de disparar sobre eles no estreito de Kerch. Alegadamente, a ação armada foi a resposta a uma invasão das águas territoriais da Rússia.

Em telefonema à chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente Vladimir Putin, da Rússia, prometeu fornecer mais pormenores para reforçar esta versão dos acontecimentos.

A Ucrânia admite que havia elementos dos serviços secretos nos navios, mas em missões de rotina, e nega qualquer ilegalidade. Contudo, como que a dar razão à teoria da conspiração russa, apelou de imediato a novas sanções. Áustria, Alemanha, Polónia e Estónia foram dos primeiros países a apoiar mais dureza contra a Rússia.

Por outro lado, França, Reino Unido, Dinamarca, UE e EUA condenaram "a agressão" da Rússia e pediram o fim da escalada. "Queremos que todos os lados do conflito mostrem contenção", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian.

Depois de a Rússia ter apresado os navios e prendido os 24 tripulantes, a Ucrânia decretou a lei marcial por 30 dias para responder ao que considera uma ameaça de invasão iminente.

Os meios militares vão ser reforçados nas regiões que fazem fronteira com a Rússia, junto da Transnístria e das regiões do leste ucraniano que estão desde 2014 nas mãos de grupos paramilitares apoiados pela Rússia.

Mar de Azov sob controlo da Rússia
Um acordo firmado em 2003 permite a livre circulação de navios russos e ucranianos no mar de Azov, mas depois de ocupar a Crimeia, em 2014, a Rússia passou a usar o estreito de Kerch para limitar o acesso de cargueiros aos portos ucranianos.

TV russa exibe presos ucranianos
A TV russa exibiu os depoimentos de três marinheiros ucranianos capturados no fim de semana numa ação militar da Rússia, que disparou sobre três navios ucranianos, tomando-os de assalto e apresando-os.

Os marinheiros reconhecem "a natureza provocatória" da ação dos navios ucranianos. O comandante da Marinha da Ucrânia, Ihor Voronchenko, considerou que os marinheiros foram forçados a mentir.

"Fomos alertados pelos russos de que estávamos a violar a lei. Pediram-nos repetidamente para sairmos das águas territoriais da Rússia", disse Andriy Drach, um dos marinheiros. "Ignorei repetidamente pedidos via rádio", afirmou Volodymyr Lisovyi, outro marinheiro detido.

Entretanto, um tribunal da Crimeia condenou a 60 dias de cadeia outro dos 24 marinheiros ucranianos capturados.

SAIBA MAIS 
1954
Ano em que, por decisão do então presidente soviético Nikita Khrushchev, a Crimeia deixou de ser território da Rússia para passar a ser parte da Ucrânia.

Importância da Crimeia
A Crimeia é porto de abrigo da frota russa do Mar Negro desde que foi criada, em 1783. A localização estratégica dessa península, entre o mar de Azov e o Mar Negro, ajudou a Rússia a derrotar a Georgia na guerra pela Ossétia do Sul, em 2008.

Ocupação militar russa
Em 2014, a Rússia ocupou a Crimeia e apoiou grupos pró-russos no leste da Ucrânia que mantêm desde aí o poder nas regiões de Donetsk e Lugansk.

Revolta na praça Maidan
A tensão com a Rússia agravou-se com a revolução pró-europeia na praça Maidan, em Kiev, em fevereiro de 2014, que forçou ao exílio o presidente pró-russo Viktor Yanukovych.
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