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Correio da Manhã

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UE dá 16 milhões para ajudar Guiné-Bissau

A União Europeia desbloqueou ontem apoios na ordem dos 16 milhões de euros à Guiné-Bissau para ajudar o país a sair da crise política em que se encontra.
24 de Maio de 2005 às 00:00
Sublinhando o seu “empenhamento político” na resolução do problema da Guiné-Bissau, e nomeadamente na realização de eleições livres e transparentes, a UE, e em concreto a Comissão Europeia, decidiu avançar com apoios financeiros em três vertentes, sendo a maior fatia destinada a apoio directo ao Orçamento Geral de Estado, indicou em Bruxelas o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, António Carneiro Jacinto.
Da verba disponibilizada pela UE, 1,5 milhões de euros destinam-se ao processo eleitoral do próximo mês, 5 milhões ao envio de uma missão de observação da UE que acompanhará as eleições presidenciais, e 9,5 milhões de euros a apoio directo ao Orçamento de Estado, visando, nomeadamente, os sectores das Forças Armadas e Função Pública. Recorde-se que foi a falta de condições das Forças Armadas que esteve na origem da sublevação militar de Outubro do ano passado, durante a qual foi morto o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Veríssimo Correia Seabra, líder do golpe de Estado de 2003, que depôs o antigo chefe de Estado Kumba Ialá e desde então o país vive em período de transição.
O desbloqueio destas verbas, retidas há vários meses devido à instabilidade política na Guiné-Bissau, ocorre numa altura em que a situação continua longe de estar estabilizada, principalmente na sequência da decisão de Kumba Ialá em auto-proclamar-se presidente da República, na semana passada.
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