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Um dos "heróis" que travou terrorista de Londres matou jovem deficiente

Família da vítima chama-lhe apenas de "assassino". Saiu da cadeia apenas para participar em conferência sobre reabilitação de reclusos.
Correio da Manhã 30 de Novembro de 2019 às 21:17
Ataque terrorista na Ponte de Londres
Ataque terrorista na Ponte de Londres
Ataque terrorista na Ponte de Londres
Ataque terrorista na Ponte de Londres
Ataque terrorista na Ponte de Londres
Ataque terrorista na Ponte de Londres

James Ford, um dos civis que ajudou a travar o terrorista que matou duas pessoas e feriu outras três com uma faca, esta sexta-feira, em Londres é um recluso condenado por homicídio.

A notícia está a ser avançada pelo jornal Mirror, que dá conta de que o homem - apelidado de "herói" - estava numa conferência sobre reabilitação de condenados, perto da Ponde de Londres, onde ocorreu o ataque.

De acordo com a mesma publicação, Ford tem 42 anos e foi condenado por homicídio em 2004. Em causa está o homicídio de Amanda Champion, de 21 anos. Em julho de 2003, a jovem foi encontrada morta perto de casa, com a garganta cortada.

Depois de assassinar a jovem, que sofria de um atraso no desenvolvimento cognitivo, Ford foi condenado a 15 anos de prisão. A condenação foi possível depois de um trabalhador, de uma instituição que presta auxílio a pessoas que sofrem de problemas emocionais e que têm pensamentos suicidas, ter contado o que sabia às autoridades. 

Ao que tudo indica, Ford ligou para a linha de apoio da organização 45 vezes depois da morte de Amanda. Aos auxiliares, o homem confessou ter pensamentos suicidas e chegou, inclusive, a confessar ser o autor do homicídio.

Ford encontrava-se agora a cumprir os últimos dias da pena, no estabelecimento prisional de Kent, e saiu da prisão apenas para participar na conferência organizada pelo Instituto de Criminologia da Universidade de Cambridge.

Na mesma conferência participava o autor do ataque terrorista, Usman Khan, e uma das vítimas mortais do incidente, um jovem de 25 anos.

Com a sua atitude, Ford e outros civis, incluindo um guia turístico, conseguiram travar Khan e evitar assim que este magoasse mais pessoas até à chegada das autoridades.

Ao saber desta atitude, a família da jovem assassinada já se manifestou. Os civis que travaram o terrorista estão a ser apelidados de "heróis", no entanto, para a família de Amanda, Ford não o é. "Ele não é um herói. É um assassino que teve uma saída precária, da qual nem sabíamos. Ele assassinou uma jovem deficiente. Ele não é um herói", afirmou a tia de Amanda, Angela Cox.

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