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Pelo menos uma pessoa foi morta a tiro por dia no Rio de Janeiro no mês de junho

Maioria foi baleada durante assaltos, a mando de terceiro, em confrontos isolados com agentes ou vítima de balas perdidas.

01 de julho de 2024 às 16:27

Pelo menos uma pessoa foi morta a tiro por dia na cidade brasileira do Rio de Janeiro ao longo do mês de junho, que acaba de terminar. O levantamento foi realizado pelo site de notícia G1, do Grupo Globo, baseado somente nas notícias publicadas, o que o próprio site reconhece ficar aquém da realidade.

De acordo com esse levantamento, 72 pessoas foram baleadas na cidade do Rio de Janeiro e na área metropolitana em junho, das quais pelo menos 36 morreram, o que dá mais de uma por dia. Essas pessoas foram baleadas durante assaltos, ou a mando de terceiros, ou em confrontos isolados com agentes da lei, ou, ainda, foram vítimas de balas perdidas, aí se incluindo, infelizmente, várias crianças.

Os números levantados pelo G1 são no entanto somente uma parte da realidade e da verdadeira guerra armada que se vive na outrora chamada "Cidade Maravilhosa". Inúmeros casos de pessoas feridas ou mortas à bala não são informados ás autoridades, principalmente quando acontecem nas favelas da periferia da cidade, ou não chegam ao conhecimento da imprensa e, ainda, diversas vítimas inicialmente registadas como feridas acabam por morrer dias depois e essas mortes não chegam ao conhecimento público.

Além das pessoas baleadas em confronto com a polícia ou em disputas entre grupos rivais de criminosos, uma parte significativa dessas vítimas são, ou eram, cidadãos inocentes mortos em assaltos ou apanhados de repente no meio de um tiroteio quando estavam simplesmente numa rua da cidade ou até dentro de um autocarro a caminho do trabalho. Nos últimos dias de Junho, num único episódio desses, duas pessoas foram mortas na Linha Amarela, uma das principais vias do Rio de Janeiro, uma engenheira de 27 anos, mãe de uma bebé de sete meses, que estava numa paragem à espera do autocarro quando um polícia começou a trocar tiros com assaltantes que tentavam roubar uma mota, e um passageiro de 62 anos que estava dentro do colectivo que se aproximava da mesma paragem onde a jovem estava e também foi atingido. 

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