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Correio da Manhã

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União Europeia prolonga licença do pesticida Glifosato

Pesticida que a ONU diz ter potencial cancerígeno vai continuar à venda. Portugal absteve-se.
27 de Novembro de 2017 às 15:27
Pesticida da Monsanto à base de Glifosato
Pesticida da Monsanto à base de Glifosato
Pesticida da Monsanto à base de Glifosato
Pesticida da Monsanto à base de Glifosato
Pesticida da Monsanto à base de Glifosato
Pesticida da Monsanto à base de Glifosato

Os estados membros da União Europeia aprovaram esta segunda-feira a extensão da autorização de utilização de pesticidas à base de glifosato - ingrediente principal do herbicida mais vendido pela multinacional Monsanto - por mais cinco anos.

Depois de vários adiamentos da decisão, a Comissão Europeia anunciou esta segunda-feira que 18 países votaram a favor da recomendação da comissão de prolongar a autorização da utilização do gilofosato. Nove países votaram contra e um - Portugal -  absteve-se, conseguindo-se a maioria necessária à aprovação.

Portugal absteve-se na votação, mantendo, segundo fonte do Ministério da Agricultura, a posição assumida desde o início face ao herbicida, tendo a renovação da licença merecido voto positivo da Alemanha, Bulgária, Dinamarca, Eslovénia, Eslováquia, Espanha, Estónia, Finlândia, Holanda, Hungria, Irlanda, Letónia, Lituânia, Polónia, Reino Unido, República Checa, Roménia e Suécia, que representam 65,71% da população dos 28.

Áustria, Bélgica, Chipre, Croácia, França, Grécia, Itália, Luxemburgo e Malta votaram contra, com o peso de 32,26% da população da UE.

"O voto de hoje mostra que quando todos queremos, somos capazes de partilhar e de aceitar a nossa responsabilidade coletiva no processo de decisão, disse o comissário europeu para a Saúde, Vytenis Andriukaitis, segundo um comunicado.

A prorrogação por cinco anos da licença do herbicida - usado na agricultura - teve 18 votos a favor, nove contra e uma abstenção, tendo sido reunida uma maioria qualificada de 55% dos países da UE, que representem, pelo menos, 65% do total da sua população.

Em 2015, o centro internacional de investigação do cancro, dependente da Organização Mundial de Saúde, classificou a substância como "provavelmente cancerígena". 

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