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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

União Europeia prolonga sanções contra Moscovo até ao final de janeiro de 2026

Além destas restrições, pessoas abrangidas pelas sanções estão ainda proibidas de fazer operações comerciais e financeiras nos 27 países da UE.

30 de junho de 2025 às 12:44

A União Europeia (UE) vai prolongar as sanções contra a Rússia por mais seis meses, na sequência da invasão ao território ucraniano, que dura há mais de três anos, foi esta segunda-feira anunciado.

Em comunicado, o Conselho da UE anunciou a extensão até 31 de janeiro de 2026 das medidas sancionatórias contra a Federação Russa, enquanto continuar a "agressão militar ilegal contra a Ucrânia".

As sanções integram "um espetro bastante abrangente de medidas setoriais, incluindo restrições ao comércio, setor financeiro, energia, tecnologia e produtos de utilização dupla, indústria, transportes e bens de luxo", descreveu o bloco comunitário na nota informativa.

Além destas restrições, as pessoas abrangidas pelas sanções estão proibidas de fazer operações comerciais e financeiras nos 27 países da UE, de viajar para ou transitar no espaço de qualquer Estado-membro do bloco comunitário.

As organizações que, na ótica da União Europeia, estão envolvidas e fomentam o conflito na Ucrânia também estão proibidas de quaisquer transações que envolvam direta ou indiretamente países do bloco político-económico e vários bancos também deixaram de poder transacionar com instituições bancárias dos 27.

Nas redes sociais, a alta-representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, considerou que prolongar as sanções é "acumular pressão" sobre Moscovo, "para que acabe a guerra na Ucrânia".

"Cada sanção enfraquece a capacidade de a Rússia continuar a guerra", comentou a chefe da diplomacia europeia.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os aliados de Kiev também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia. Até à data, a UE adotou 17 pacotes de sanções contra a Rússia.

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