Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
6

Vacinação contra a Covid-19 no Brasil começa a 20 de janeiro

Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes por Covid-19 e terceiro em contágios.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 14 de Janeiro de 2021 às 16:18
Coronavírus no Brasil
Coronavírus no Brasil FOTO: Reuters

A tão esperada vacinação contra a Covid-19 no Brasil, segundo país do mundo em número de mortes e terceiro em contágios, pode começar já na próxima semana, mais precisamente na quarta-feira, dia 20 de Janeiro. A notícia foi avançada esta quinta-feira, 14 de janeiro, por vários autarcas brasileiros, depois de se terem reunido com o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello.

Em mensagens publicadas nas suas redes sociais, diversos presidentes de câmara de importantes cidades do país anunciaram que Pazuello lhes garantiu que a vacinação começa nesse dia, simultaneamente em todo o país e à mesma hora, ao menos em todas as capitais dos 27 estados brasileiros e em outras grandes cidades de todas as regiões.

A definição de uma data era um pedido insistentemente feito pelos gestores municipais para definirem eles mesmos as ações necessárias para garantirem a imunização nas suas cidades.

De acordo com declarações que os autarcas deram logo após o fim da reunião de Pazuello com cerca de 130 presidentes de câmara, a maioria dos quais participou no encontro virtualmente, o Brasil receberá ainda no fim de semana ou, no máximo, segunda-feira, 18, os dois milhões de doses da vacina da Oxford-Astrazeneca que um avião fretado pelo governo central foi buscar a Mumbai, na índia.

Ao longo de terça-feira, 19, centenas de camiões, barcos e aviões da Força Aérea Brasileira farão chegar essas vacinas a todo o país, com distribuição proporcional à população local, e a imunização começará um dia depois, quarta, 20.

Além desses dois milhões de doses compradas na Índia, o Brasil já dispõe de outros seis milhões de doses da vacina chinesa Coronavac, armazenadas desde Dezembro no Instituto Butantan, em São Paulo. É com esses oito milhões iniciais de doses das duas vacinas que o governo pretende iniciar a imunização da população brasileira, que é de 212 milhões de pessoas, enquanto espera a produção e a chegada de outros milhões de doses.

O Butantan, que desenvolveu a Coronavac em parceria com o laboratório chinês Sinovac, onde a vacina foi criada, já tem insumos para produzir ainda em Janeiro outros cinco milhões de doses.

Outro respeitado instituto brasileiro, a Fiocruz, do Rio de Janeiro, também já está pronta para começar a fabricar a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela Astrazeneca, com as quais, tal como no caso do Butantan com a Sinovac, tem um acordo de transferência de tecnologia.

Segundo o cronograma que os autarcas dizem ter recebido de Pazuello, o governo central pretende usar a totalidade dos oito milhões de vacinas em Janeiro, recebendo mais 30 milhões de doses em Fevereiro e outros 80 milhões até Abril.

Sempre de acordo com o que foi garantido na reunião aos representantes municipais, o governo central deve receber ao todo em 2021 mais de 350 milhões de doses de diferentes vacinas contra o Coronavírus.

Ver comentários