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Correio da Manhã

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“Vamos manter luta até à vitória”

É um braço-de-ferro de consequências imprevisíveis. O presidente Nicolas Sar-kozy mantém-se inflexível e avisou que não vai alterar uma única linha do projecto de lei das aposentações ontem aprovado e vai normalizar o fornecimento de combustível. Nesse sentido, ordenou ontem uma requisição civil dos funcionários da refinaria de Grandpuits, a principal que abastece Paris. Em desafio, Charles Foulard, responsável do sindicato CGT, reagiu: "Vamos continuar até à vitória."

23 de Outubro de 2010 às 00:30
A polícia levantou pela força o bloqueio dos grevistas na refinaria de Grandpuits e os confrontos causaram dois feridos
A polícia levantou pela força o bloqueio dos grevistas na refinaria de Grandpuits e os confrontos causaram dois feridos FOTO: Benoit Tessier/Reuters

Quatro viaturas da polícia chegaram a Grandpuits às três horas da madrugada de sexta-feira (04h00 em Lisboa) e depararam com um piquete de greve de cerca de 15 pessoas, que se recusaram a abandonar a refinaria. Pouco depois, chegaram mais 50 grevistas, que tentaram impedir a entrada de 20 funcionários obrigados a trabalhar por lei. A polícia carregou sobre os grevistas e iniciaram-se confrontos, que terminaram com dois feridos.

Sarkozy ordenou o desbloqueamento das restantes refinarias e o governo admitiu que levará "vários dias" a normalizar o abastecimento de combustível.

Os sindicatos, que contestam o aumento da idade de reforma de 60 para 62 anos, prometem resistir e já agendaram mobilizações para os dias 28 de Outubro e 6 de Novembro, mesmo depois de a alteração da idade da reforma ter sido ontem aprovada pelo Senado, com 177 votos a favor e 153 contra. A lei volta ao Parlamento, onde será votada na quarta-feira.

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