Jihadista lusodescendente participou nos ataques de Paris.
1 / 7
O terrorista lusodescendente Ismaël Omar Mostefaï, que se fez explodir na sala de espetáculos Bataclan durante os ataques de Paris, em novembro, aparece num novo vídeo de propaganda do Daesh a decapitar barbaramente um refém e a fazer ameaças contra a França.
O vídeo, de 18 minutos, mistura imagens dos ataques de 13 de novembro e mensagens dos nove terroristas que morreram nos atentados, incluindo o líder do grupo, Abdelhamid Abaaoud. A gravação mostra ainda cinco dos terroristas a executar reféns a sangue-frio.
Um deles é Mostefaï, que se dirige diretamente à França e aos franceses e promete que "nunca mais voltarão a sentir-se seguros". "Todo o vosso armamento e as vossas alianças de nada servirão perante quem está disposto a sacrificar a vida", afirma o terrorista, que era filho de pai argelino e mãe portuguesa . Lúcia Moreira, que se converteu ao islamismo e usa burca, vive em Chartres, França, com a família.
Mostefaï, identificado no vídeo pelo nome de guerra Abu Rayyan al-Faransi, aparece no vídeo com um refém não identificado ajoelhado à sua frente. De faca na mão, fala diretamente para a câmara. "Imaginem-se no seu lugar [do refém]. Em breve, vão sentir o mesmo que ele: a minha faca no vosso pescoço", afirma, antes de decapitar a vítima.
Daesh está a preparar novos ataques
O Daesh desenvolveu "novas capacidades de combate" e está a preparar novos ataques na Europa, principalmente em França, alertou o comandante da Europol. Citando um relatório de peritos de várias polícias europeias, Rob Wainwright disse que os ataques de Paris "indicam uma inflexão na estratégia do Daesh, que quer tornar-se mais global". "O Daesh tem vontade e capacidade de realizar novos ataques na Europa, principalmente contra alvos civis, devido ao grande impacto destas ações", avisa o líder da Europol, lembrando que o grupo tem jihadistas locais que conhecem bem o terreno.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.