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VEDAÇÃO POLÉMICA ENSOMBRA VISITA DE SHARON AOS EUA

A construção do controverso muro de segurança israelita ao longo da fronteira com a Cisjordânia dominou ontem o encontro entre o presidente norte-americano, George W. Bush, e o primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, que se mostrou determinado em continuar a construir o muro, apesar das críticas do seu anfitrião.
30 de Julho de 2003 às 00:00
Bush havia considerado, na passada sexta-feira, que o muro que está a ser construído por Israel ao longo da fronteira com a Cisjordânia constitui "um problema" para o processo de paz, tendo mesmo afirmado que será muito difícil fazer aumentar a confiança entre israelitas e palestinianos com uma vedação a crescer diariamente ao longo da fronteira.
Israel, recorde-se, afirma que o muro visa reforçar a sua segurança, ao travar as infiltrações de bombistas suicidas palestinianos. Mas os palestinianos acusam que o muro é uma forma de "apartheid" político e social, e que não passa de uma tentativa de Israel para confiscar território, isto porque várias secções do muro avançam para o interior da Cisjordânia para englobar os colonatos judaicos.
A vedação, cuja primeira secção, de cerca de 130 quilómetros de extensão, já está construída, deverá ter um comprimento total de 350 quilómetros, englobando toda a zona de fronteira entre Israel e a Cisjordânia -- mais de quatro vezes o comprimento do Muro de Berlim.
Alternando vedações de arame farpado electrificado com muros de betão até oito metros de altura, o muro terá torres de vigia a cada 300 metros e uma série de sistemas de segurança, câmaras e sensores destinados a detectar tentativas de intrusão. Outros dispositivos de dissuasão incluem barreiras de arame farpado, um fosso de seis metros de largura por quatro de fundo, e pa- trulhas constantes do Exército e da Guarda Fronteiriça de cada lado do muro.
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