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Correio da Manhã

Mundo
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Vender o corpo contra a crise

A crise económica desencadeada pela falência de algumas das mais poderosas instituições financeiras dos EUA está a levar cada vez mais norte-americanos a procurar no próprio corpo a saída para as dificuldades.
9 de Dezembro de 2008 às 00:30
Venda de fluídos está em alta devido à crise financeira
Venda de fluídos está em alta devido à crise financeira FOTO: direitos reservados

"Triplicou o número de pedidos de doação que recebemos por semana", admitiu Mary Fusillo, directora da agência The Donor Solution, especializada em recolha de óvulos. Embora não seja oficialmente paga, a doação de óvulos é compensada com quatro a seis mil dólares para deslocações e perda de horas de trabalho.

Outras doações em alta acentuada são as de sangue, esperma e cabelo. A venda de plasma pode render 50 dólares por doação e entrou em alta progressiva em 2007, ano em que atingiu os 15,3 milhões de ofertas, mais cinco milhões do que em 2003.

Mais rentável e, em princípio, mais agradável, a venda de esperma pode proporcionar um lucro de 100 dólares por sessão. O banco de esperma Seattle Sperm Bank, no estado de Washington, é um dos muitos onde o aumento da oferta é notório, tendo triplicado no início da quadra natalícia.

A venda de cabelo, mais comum entre as mulheres, é especialmente compensadora. Não estando sujeita às exigências da doação de óvulos – análises de controlo de qualidade e tratamento hormonal – a venda de cabelo permite às mulheres dispostas a sacrificarem as extremidades pilosas embolsar quantias que chegam aos dois mil dólares. Nada mau por um corte de cabelo.

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