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Correio da Manhã

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Venezuela: Eurodeputado espanhol expulso

As autoridades venezuelanas expulsaram sexta-feira o eurodeputado Luis Herrera, membro do Partido Popular Espanhol Europeu, por este ter questionado o processo eleitoral na Venezuela e ter desafiado os eleitores daquele país a "votar em liberdade". O Governo espanhol já anunciou que protestar pelo incidente junto das autoridades da Venezuela.
14 de Fevereiro de 2009 às 12:55
Chávez tenta prolongar o seu mandato presidencial
Chávez tenta prolongar o seu mandato presidencial FOTO: d.r.

O presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, explicou que o eurodeputado 'fez declarações lesivas à dignidade' do organismo e à 'tranquilidade que rege este processo democrático'.

'Dada a gravidade das declarações, o Poder Eleitoral decidiu não emitir acreditação como observador político', acrescentou Lucena, justificando que 'não cabe aos observadores políticos nem aos acompanhantes internacionais julgar as actuações do Poder Eleitoral e o processo eleitoral que está em curso e isso está claramente estabelecido na normativa que rege o processo'.

'Por essa razão, a fim de preservar o clima de paz e harmonia que tem prevalecido neste processo, entrámos em contacto com o ministro dos Negócios Estrangeiro da República, Nicolás Maduro, e pedimos ao executivo municipal para convidar esta pessoa a abandonar o país', concluiu o presidente do CNE.

Herrera manifestou a sua preocupação quanto ao alargamento das assembleias de voto durante mais duas horas. 'Tenho receio que possa ser utilizado esse facto para fazer algum tipo de manobra que não seja legal, que não seja democrática', sustentou.

Os venezuelanos vão amanhã às urnas para decidir se aceitam um prolongamento do mandato presidencial. Para o eurodeputado espanhol, as eleições são 'um referendo que Hugo Chávez já perdeu há um ano', aludindo aos resultados da reforma constitucional que reprovada no final de 2007.

Uma Comissão da Direcção dos Serviços de Inteligência e Prevenção (a polícia política venezuelana), apresentou-se no Hotel onde estava hospedado Herrera, conduzindo-o ao Aeroporto Internacional Simón Bolivar. Para o presidente do partido opositor Copei, Luís Ignácio Planas, tratou-se de 'um operação de sequestro' que não 'lhe permitiu recolher as suas coisas e o passaporte'.

Outros eurodeputados, entre os quais o português Sérgio Marques, já se deslocaram ao aeroporto para se inteirarem doe estado de Herrera.

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