Maduro acusou a ex-PGR de "trabalhar com os EUA para prejudicar a Venezuela".
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A Venezuela vai solicitar à Interpol a detenção da ex-procuradora geral Luísa Ortega Díaz e do marido, Germán Ferrer, por serem foragidos da justiça e por alegadamente integrarem uma rede de extorsão e corrupção, anunciou o Presidente Nicolás Maduro.
"A Venezuela vai solicitar à Polícia Internacional, um código vermelho para todos as pessoas envolvidas em delitos graves no nosso país. Aí estão as provas", disse.
Nicolás Maduro falava num encontro com a imprensa internacional, no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, ao ser informado, por uma jornalista, que a ex-procuradora tinha viajado da Colômbia para o Brasil.
"Diz-me com quem andas e te direi quem és. Andas com a oligarquia colombiana, com os golpistas brasileiros?", respondeu Nicolás Maduro à jornalista.
Nicolás Maduro acusou Luísa Ortega Díaz, e o ex-deputado socialista Germán Ferrer de terem tentado "esconder-se detrás de uma máscara chavista de esquerda", enquanto a ex-PGR "trabalhava com os EUA para prejudicar a Venezuela".
"Chegou a acordos (...) Tudo isso se vai saber, por provas. Fruto de que os EUA conseguiram, chantagear o marido, o ex-deputado Germán Ferrer", acusou, precisando que descobriram que tinha "contas no mundo inteiro" e que "é parte de uma rede de extorsão que maneja milhões de dólares em contas nos paraísos fiscais em todo o Mundo".
"Como é contra a Venezuela, se perdoa? E o Presidente (da Colômbia, Juan Manuel) Santos converteu-se em protetor desta rede de extorsão, desde Bogotá. O Governo golpista do Brasil acolhe estes foragidos da justiça venezuelana, a ex-PGR e o seu marido, chefe do cartel da Procuradoria", disse.
O Presidente venezuelano explicou que após recentes pronunciamentos contra o seu Governo, questionou telefonicamente a ex-procuradora se estava consciente de que estavam perante um golpe de estado, e que respondeu afirmativamente, prometendo "atuar" o que não fez por "estar comprometida, chantageada".
"Vão ser solicitados por código vermelho e espero que se cumpra, assim como a Venezuela cumpre o código vermelho e deporta todos os narcotraficantes, criminosos. Nos últimos anos entregámos à Colômbia mais de 120 criminosos. Eu espero que estes criminosos sejam entregues à justiça venezuelana para que se faça justiça em território e jurisdição da Venezuela", frisou.
A ex-PGR, Luísa Ortega Díaz, anunciou esta terça-feira que deixou a Colômbia, onde se encontrava sob proteção do Governo do Presidente Juan Manuel Santos, em direção ao Brasil, para participar numa reunião de procuradores do Mercosul.
"Na minha condição de procuradora-geral da Venezuela, participo, nesta quarta-feira, na reunião de procuradores do Mercosul, a celebrar-se no Brasil", explicou Luísa Ortega Díaz.
Num comunicado, divulgado através da Internet, a procuradora explica que no Brasil "ratificará perante o mundo a denúncia sobre a rutura do fio constitucional" na Venezuela e "a instauração da ditadura auspiciada desde a fraudulenta e inconstitucional Assembleia Constituinte (AC)".
O Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou segunda-feira que a ex-procuradora geral da Venezuela, Luísa Ortega Díaz, se encontrava sob proteção do Governo colombiano e que estava na disposição de lhe facultar asilo político, se ela o pedisse.
O anúncio teve lugar depois de as autoridades colombianas confirmarem que a ex-procuradora chegou a Bogotá na passada sexta-feira, acompanhada pelo marido e ex-deputado chavista, Germán Ferrer, provenientes de Aruba onde chegaram numa pequena embarcação, proveniente da costa venezuelana.
Em março deste ano, Ortega Diaz denunciou como ilegais duas sentenças do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Uma que limitava a imunidade parlamentar e a segunda em que o STJ assumia as funções do parlamento, no qual a oposição detém a maioria desde as eleições de janeiro de 2016.
A ex-procuradora-geral denunciou também a nomeação irregular de alguns dos magistrados do STJ pelo "chavismo" e acusou Maduro de convocar a eleição de uma Assembleia Constituinte para instaurar um regime totalitário no país.
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