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Correio da Manhã

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VENEZUELANOS PEDEM DEMISSÃO DE CHAVEZ

Dezenas de milhares de venezuelanos voltaram a exigir nas ruas de Caracas a demissão do presidente Hugo Chavez, três meses após os violentos acontecimentos que levaram ao golpe de Estado civil-militar falhado de 11 de Abril passado.
12 de Julho de 2002 às 09:11
Presidente venezuelano criticado nas ruas
Apesar de os organizadores do protesto contra o presidente venezuelano terem perdido durante algum tempo o controlo sobre os manifestantes, que se reuniram junto à base aérea de La Carlota, exigindo a presença no local de Chavez, não há registo de vítimas, ao contrário do que aconteceu em Abril, em que perderam a vida 18 pessoas.

Acompanhados de perto por fortes medidas de segurança, os manifestantes foram mantidos afastados das proximidades do Palácio de Miraflores, onde pretendiam entregar uma carta a exigir a renúncia de Chavez. Perto do palácio governamental, partidários do presidente realizavam uma manifestação de apoio ao Governo.

Apoiantes de Chavez que se faziam deslocar de moto na capital venezuelana chegaram a disparar e a atirar pedras contra as sedes da Federação de Câmaras da Venezuela (associação de empresários) e da Confederação dos Trabalhadores, causando alarme entre a população, mas não se registaram confrontos.

Depois de terem chegado a declarar estarem em “desobediência civil”, os manifestantes que pediam a renúncia do presidente venezuelano acabaram por ceder aos apelos dos organizadores do protesto e da Polícia, começando a desmobilizar, apesar de manterem um piquete junto à base aérea de La Carlota.

Na altura dos protestos, Hugo Chavez encontrava-se fora de Caracas, na cidade de Maracay, a participar numa cerimónia militar. Apesar de estar ausente da capital, o presidente fez já saber que não tolerará manifestações violentas. Para já, os militares têm ordem para não saírem dos quartéis.

Os representantes dos trabalhadores e dos empresários estão a estudar a hipótese de convocar uma greve geral na próxima semana. Foram precisamente várias greves gerais que acabaram por levar ao golpe de Estado falhado de Abril passado, que obrigou Hugo Chavez a abandonar o cargo de chefe de Estado durante 48 horas.
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