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Correio da Manhã

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Vídeo mostra Donald Trump a disparar e a esfaquear jornais e adversários

Cenas adulteradas do filme Kingsman mostram o presidente dos EUA a atacar adversários como Hillary Clinton e John McCain.
SÁBADO 14 de Outubro de 2019 às 16:13
Donald Trump
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Um vídeo falso que mostra o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, a esfaquear e disparar contra os seus adversários políticos e contra os meios de comunicação social foi mostrado inúmeras vezes numa reunião dos apoiantes do presidente em Miami.

O vídeo mostra uma cena do filme Kingsman: Serviços Secretos editado de forma a que a personagem que está a levar a cabo a cena de ação tenha a cara de Trump. Parece assim que é o presidente dos EUA que está a esfaquear e a disparar contra certas pessoas e organizações noticiosas, como a CNN, BBC, The Guardian, ou Black Lives Matter dentro de uma igreja. Entre as pessoas representadas estão Hillary Clinton (que concorreu às presidenciais contra Trump), o antigo senador John McCain, o republicano Bernie Sanders ou o antigo presidente dos EUA Barack Obama. 

A igreja onde decorre a ação chama-se Church of Fake News ("Igreja das Notícias Falsas"). O vídeo foi divulgado pelo canal TheGeekzTeam, no YouTube. Este canal é abertamente favorável ao atual presidente dos EUA.

O vídeo em questão está no canal desde julho de 2018, mas só agora se tornou mais conhecido, depois de ter sido mostrado no encontro pró-Trump. Entre os oradores deste encontro estavam o filho do 45º presidente norte-americano Donald Trump Jr. e a antiga porta-voz da Casa Branca Sarah Huckabee Sanders.



Desde que anunciou a sua campanha às presidenciais dos EUA que um dos principais adversários do milionário são os meios de comunicação social que não lhe são favoráveis. Muitas vezes o presidente apelidou estes meios de só propagarem notícias falsas e de serem "inimigos do povo".

Um dos organizadores do evento, Alex Philips, disse em declarações ao jornal The New York Times que não sabia como o vídeo tinha ido parar ali e que estava a investigar como foi transmitido. 

Alguns meios de comunicação norte-americanos pronunciaram-se sobre o vídeo, apelidando-o de ser "vil". A Casa Branca diz que ficou "horrorizada" com o vídeo e afirmou que "todos os americanos devem condenar estas demonstrações de violência dirigida a jornalistas e oponentes políticos".
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