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Correio da Manhã

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Violência alastra nas favelas do Rio

Centenas de polícias, armados e apoiados por blindados e meios aéreos, desencadearam ontem novas operações em favelas do Rio de Janeiro para tentar sufocar a facção criminosa que no passado fim-de-semana iniciou a actual onda de violência ao tentar invadir uma favela rival na zona Norte, o que já provocou mais de três dezenas e meia de mortes. Nas acções de ontem, os confrontos entre a polícia e traficantes alastraram à zona Oeste, nomeadamente para Manguinhos e subúrbios, particularmente para o Morro do Juramento.
24 de Outubro de 2009 às 00:30
Corpos mutilados foram recolhidos após confrontos da semana passada
Corpos mutilados foram recolhidos após confrontos da semana passada FOTO: Ricardo Moraes/Reuters

Os tiroteios mais violentos ocorreram na Vila Cruzeiro, um conjunto de favelas no bairro da Penha, zona Norte, onde se supõe que esteja escondido Fabiano Atanázio da Silva, o FB, que a polícia aponta como sendo o homem que no sábado comandou traficantes do Morro de São João na tentativa de invadirem o Morro dos Macacos. Ontem, traficantes da Vila Cruzeiro usaram armas de grande calibre e granadas e milhares de cidadãos voltaram a ficar sob fogo cruzado. Na movimentada avenida N. Senhora da Penha, o trânsito foi interrompido, ninguém podia sair dos edifícios nem das lojas e havia pessoas deitadas no chão. Vários residentes de favelas foram feridos.

PORTA-VOZ DEMITIDO

Entretanto, o comandante-geral da polícia do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, demitiu o porta-voz da corporação, major Oderlei Santos, por ter, juntamente com dois agentes já detidos, libertado criminosos que tinham assaltado e baleado o líder de uma ONG e por não ter prestado auxílio à vítima, que morreu na calçada.

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