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Correio da Manhã

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Violência na Síria já fez mais de 41 mil mortos

A violência na Síria fez mais de 41 mil mortos, na maioria civis, desde o início da contestação ao regime de Bashar al-Assad, há mais de 20 meses, indicou esta sexta-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

30 de Novembro de 2012 às 16:43

Pelo menos 28.762 civis morreram desde 15 de Março de 2011, precisou a organização não-governamental, que inclui entre os civis os que pegaram em armas para lutar contra o regime.

O número de soldados mortos eleva-se a 10.323 e o dos desertores a 1.402, precisou a organização, que tem sede no Reino Unido e se apoia numa rede de activistas e em fontes médicas de hospitais civis e militares por toda a Síria.

"Há ainda 602 pessoas mortas cuja identidade não pode ser verificada", segundo o presidente do OSDH, Rami Abdel Rahmane, o que eleva o número de mortos a 41.089.

Mas, estes balanços não incluem milhares de pessoas desaparecidas, muitas das quais detidas, nem a maior parte dos membros das ‘chabbihas’ (milícias pró-regime) mortos.  

A brutal repressão pelo regime do movimento de contestação popular sírio deu origem a uma guerra civil. Os combates entre rebeldes e militares e os bombardeamentos aéreos e da artilharia fazem dezenas de mortos todos os dias.

No final de Outubro, o mediador internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi, propôs uma trégua por ocasião da festa muçulmana do Al-Adha, que foi violada horas depois da entrada em vigor.

A comunidade internacional tem estado profundamente dividida quanto ao conflito na Síria. A Rússia e a China bloquearam as resoluções apresentadas no Conselho de Segurança da ONU a condenar o regime de Damasco.

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