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Correio da Manhã

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Violência sem tréguas na Grécia

Pelo terceiro dia consecutivo, a onda de revolta desencadeada pelo assassinato de um jovem de 16 anos pela polícia levou hoje milhares de pessoas para a rua de várias cidades gregas. Na capital, Atenas, 13 esquadras da polícia foram vandalizadas e um centro comercial incendiado, e em Tessalónica, segunda maior cidade da Grécia, centenas de jovens lançaram bombas incendiárias às forças da ordem, registando-se incidentes semelhantes em Trikala, Volos, Komotini e nas ilhas de Creta e Corfu.
8 de Dezembro de 2008 às 19:27

Segundo as autoridades, pelo menos 40 pessoas ficaram feridas e 35 foram detidas durante os confrontos despoletados pelo homicídio e pela crise económica que condena cada vez mais gregos ao desemprego e à pobreza.

O descontentamento com o governo, acusado de incompetência e de gestão danosa, levou os sindicatos a convocarem um dia de greve geral. Entretanto, os professores universitários iniciaram uma gazeta às aulas de pelo menos três dias, gesto imitado por alunos de todas as idades.

A onda de revolta já levou à destruição de 130 estabelecimentos só em Atenas, entre eles dezenas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais. Para além disso, foram queimados automóveis e vandalizados edifícios públicos e esquadras da polícia.

Os protestos alastraram ontem para além fronteiras. Em Berlim manifestantes gregos ocuparam o consulado da Grécia. Depois de arrearem a bandeira nacional colocaram em seu lugar uma onde se podia: 'Estado assassino.'

 

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