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Vítima de violência doméstica finge encomendar piza para pedir ajuda à polícia

Chamada de alerta foi feita ao lado do agressor. Mulher respondia às questões das autoridades em código.
Correio da Manhã 22 de Novembro de 2019 às 20:21
Piza
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Uma mulher, vítima de violência doméstica, fingiu estar a encomendar uma piza para pedir ajuda à polícia. A chamada de alerta às autoridades foi feita ao lado do agressor, que não se conseguiu aperceber do que se passava, na cidade de Oregon, no Estado do Ohio.

A norte-americana fingiu estar a encomendar uma piza mas na realidade estava a contactar o 911 (o correspondente ao 112, em Portugal). Quando as autoridades atenderam a chamada, a mulher encomendou a "piza", falando em código com os agentes de autoridade, segundo avança a BBC.

O Agente Tim Teneyck atendeu a chamada. Inicialmente, disse à mulher que não seria aquele o número para o qual deveria ligar mas, devido à insistência da mesma, acabou por aceder ao pedido.

"Ligou para o número de emergência para encomendar uma piza?", começou por questionar Teneyck. "Sim, é um apartamento", respondeu a vítima. O inspetor insistiu, dizendo: "este não é o número indicado para encomendar uma piza". Nesse momento, a mulher afirmou: "Não, não. Não está a perceber". 

Foi nesse momento que Tim deve ter percebido que algo se passava e que aquela chamada não seria um mero engano. "Agora estou a percebê-la. Está aí mais alguém?", avançou.

Durante toda a chamada a mulher inventou códigos e expressões relacionadas com pizas para descrever o cenário que estava a viver. "Sim. Preciso de uma piza grande", respondeu à questão do agente.

"Muito bem. E precisa de assistência médica?". "Não, com pepperoni", respondeu a mulher cautelosa e friamente, garantindo que não ia ser apanhada.

Nas redes sociais, circulava uma informação a avançar que as forças polícias estavam preparadas para reconhecer uma denúncia, quando esta era feita através de uma dissimulada encomenda. No entanto, essa formação não existe e a informação que circulava era falsa. Apesar disso, Tim Teneyck lembrou-se de ver algumas publicações relacionadas e ficou alerta. 

"Vemos isso no Facebook, mas é algo para o qual nunca alguém foi treinado", explicou. 
questões sociais crime lei e justiça polícia
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