Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
3

Vitória de radicais faz temer violência

Com os conflitos religiosos de 2008 ainda bem presentes na memória, o Líbano joga hoje o seu futuro numas eleições legislativas que ameaçam reforçar a influência do partido radical islâmico Hezbollah, pró-Sírio, e criar novas tensões no país.
7 de Junho de 2009 às 00:30
Cartaz de campanha do Hezbollah
Cartaz de campanha do Hezbollah FOTO: Issam Kobeisy/Reuters

Mais de três milhões de eleitores são chamados às urnas, cuja vigilância fica a cargo de trinta mil polícias e militares. Outros vinte mil estão destacados para patrulhar áreas consideradas de risco.

Integrado na Aliança 8 de Março, o Hezbollah é favorito, mas o sistema eleitoral, que obriga à criação de um governo de coligação e prevê uma distribuição paritária no Parlamento segundo a confissão religiosa, não permitirá um reforço significativo do poder dos radicais. O facto poderá fazer crescer a onda de críticas ao sistema. Apesar disso, estes prometem respeitar as regras, mas o mesmo não fará o Movimento do Futuro, de Saad Hariri, integrado na Aliança 14 de Março, composto por forças pró-ocidentais. Hariri assegurou na campanha que, se perder, preferirá integrar uma oposição forte a ter a parte fraca numa coligação. Alguns observadores receiam ainda que uma vitória do Hezbollah sirva de pretexto a Israel para vingar a derrota na guerra de 2006 contra o movimento radical.

Recorde-se que está no país uma unidade de Engenharia do Exército português, integrada na UNIFIL, a força da paz da ONU.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)