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“Vontade do povo não será travada”

O presidente do Governo Regional da Catalunha (Generalitat), Artur Mas, considerou ontem que a via do entendimento com Madrid "está encerrada" e que é preciso avançar para "um novo projecto" que dê resposta às aspirações do povo catalão em ser nação.
21 de Setembro de 2012 às 01:00
Artur Mas não conseguiu convencer Mariano Rajoy a dar mais autonomia fiscal à Catalunha
Artur Mas não conseguiu convencer Mariano Rajoy a dar mais autonomia fiscal à Catalunha FOTO: gustau nacarino e andrea comas/reuters

"Não vamos continuar a bater com a cabeça na parede. Não faz sentido estarmos obcecados com um caminho que está fechado", afirmou Mas após reunião de mais de duas horas com o primeiro-ministro, Mariano Rajoy, do qual ouviu o esperado ‘não’ ao Pacto Fiscal aprovado em Julho no Parlamento da Catalunha, e que visava dar maior autonomia fiscal e tributária à região.

Madrid diz que "não há margem" financeira e que as pretensões catalãs vão contra a Constituição, argumentos que não convencem o presidente da Generalitat. "Não há qualquer marco legal que possa aniquilar a vontade de um povo. A Catalunha não pode renunciar ao seu futuro", respondeu, lembrando o milhão e meio de pessoas que se manifestaram na semana passada a favor da independência da Catalunha.

Sem nunca referir a palavra ‘independência’, Mas defendeu ser necessário um "projecto novo, da UE e do euro". E, para tal, convidou os partidos catalães a uma "reflexão serena, profunda e construtiva" sobre o futuro a partir de terça-feira, dia de debate de política geral no Parlamento Regional.

Na calha poderão estar eleições antecipadas – há já quem avance as datas de 25 de Novembro ou 2 de Dezembro – para reforçar a via independentista.

Convicções fortes de Mas que, no regresso a Barcelona, foi recebido na sede da Generalitat por uma multidão que não se cansou de gritar: "Independência".

EDIS DETIDOS POR CORRUPÇÃO

Os presidentes das câmaras de Ourense (Galiza) e Buqueixón (Corunha) foram presos por suspeitas de corrupção na adjudicação de obras. Francisco Rodríguez, do PSOE, e Adolfo Gacio, do PP, são acusado de suborno e tráfico de influências.

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