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Xi Jinping exige mobilização de todos os meios nas operações de resgate no Tibete

Liderança chinesa destacou as dificuldades e os riscos enfrentados pelas equipas de emergência na região de Gyirong.

28 de agosto de 2026 às 10:22

Presidente chinês, Xi Jinping, pediu esta sexta-feira a mobilização de "todos os meios disponíveis" para localizar e resgatar os desaparecidos no Tibete, "sejam chineses ou estrangeiros", durante uma reunião da liderança do Partido Comunista Chinês (PCC).

Xi presidiu esta sexta-feira a uma reunião da liderança do PCC sobre as operações de resgate no Tibete, onde 558 pessoas continuam desaparecidas após as devastadoras enxurradas de quarta-feira.

"Devem ser mobilizados todos os meios disponíveis para localizar e resgatar as pessoas desaparecidas, sejam chinesas ou estrangeiras", afirmaram os dirigentes durante a reunião, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.

A liderança chinesa destacou as dificuldades e os riscos enfrentados pelas equipas de emergência na região de Gyirong, junto à fronteira com o Nepal.

“A zona está repleta de glaciares, lagos glaciares e importantes riscos geológicos, o que torna as operações de resgate extremamente difíceis”, indicaram os dirigentes, citados coletivamente pela agência estatal.

As operações de busca e retirada de residentes e turistas no centro da zona devastada foram hoje suspensas temporariamente, depois de uma vasta albufeira natural formada a montante ter começado a transbordar.

Segundo a televisão estatal CCTV, o posto de comando avançado enviou uma comunicação de emergência às equipas de resgate, alertando que a água estava a escoar-se da albufeira em direção a Gyirong.

“Todas as equipas de resgate receberam, por isso, ordens para permanecerem onde estão e aguardarem novas instruções”, afirmou um jornalista da estação no local.

A polícia do Nepal emitiu entretanto um alerta após ter recebido informações sobre uma alegada rutura de um lago na vertente tibetana.

As autoridades chinesas indicaram, porém, apenas que a albufeira começou a transbordar, não havendo até ao momento confirmação oficial de uma rutura.

A albufeira formou-se devido à acumulação de lama e rochas que bloqueou um curso de água após as enxurradas e continha, na quinta-feira, mais de dois milhões de metros cúbicos de água, segundo a CCTV.

As autoridades estimam que possa receber mais três milhões de metros cúbicos nos próximos três dias devido à chuva persistente, com o nível da água a atingir o ponto máximo em 01 de setembro.

A acumulação situa-se a cerca de 2.950 metros de altitude, quase 1.000 metros acima da passagem fronteiriça de Gyirong, pelo que uma descarga repentina poderá provocar novas cheias ou deslizamentos de lama a jusante.

Do lado chinês, a catástrofe causou três mortos e deixou 558 pessoas desaparecidas, entre as quais 260 estrangeiros.

No Nepal, a polícia elevou hoje para 469 o número de mortos confirmados.

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