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Correio da Manhã

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Youtube recusa tirar vídeo de mulher violada no Cairo

Depois da Índia, é o Egito que está na mira do mundo pela violação dos direitos da mulheres.
18 de Junho de 2014 às 18:48
Festejos da eleição do novo presidente do Egito decorreram no mesmo no local onde aconteceu a violação
Festejos da eleição do novo presidente do Egito decorreram no mesmo no local onde aconteceu a violação FOTO: Getty Images

Foram publicados, na última semana, vários vídeos de uma mulher nua e ferida a ser violada na Praça Tahrir, no Cairo, durante os festejos da eleição do novo presidente do Egipto, Abdel Fattah al-Sisi.

Apesar do pedido do governo egípcio para que os vídeos fossem apagados, o Youtube recusou retirar alguns deles. Foram assim eliminadas todas as cópias do vídeo onde é possível identificar a vítima, mas continuam disponíveis as versões onde a sua identidade não é revelada. A justificação do site mais famoso de vídeos é o valor de notícia que estas imagens podem conter.

"Respeitamos o direito à privacidade e temos sempre removido os vídeos onde esta é posta em causa, como aqueles em que os indivíduos são claramente identificados", garante o Youtube em comunicado.

O Egito é conhecido por este tipo de ataques, tendo sido considerado, por um estudo divulgado pela agência Reuters, o pior país para uma mulher viver, dos 22 países árabes que entraram na estatística.

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