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Zelensky acusa Rússia de "arrastar" negociações de paz

Reunião em Genebra terminou sem qualquer avanço significativo. Ambos os lados falam em negociações "difíceis".

19 de fevereiro de 2026 às 01:30

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de tentar "arrastar" as negociações de paz, após mais uma ronda de conversações inconclusivas em Genebra, na Suíça.

"As negociações de paz poderiam já estar na fase final, mas a Rússia está a tentar arrastá-las", acusou Zelensky ainda antes do final da reunião desta quarta-feira em Genebra, que acabou por durar menos de duas horas, depois de a primeira sessão, na véspera, ter durado cerca de seis horas. Segundo o líder ucraniano, "foi feito algum trabalho de base, mas as posições continuam muito afastadas e as negociações não foram fáceis". A questão territorial, nomeadamente a exigência russa de controlar todo o Donbass, e o futuro da central nuclear de Zaporizhzhia continuam a ser os principais obstáculos a um acordo, indicou.

O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, confirmou que as negociações foram "difíceis mas profissionais", enquanto o seu congénere ucraniano, Rustem Umerov, falou num diálogo "substancial e intensivo", principalmente na vertente militar, incluindo na definição de linha da frente e na monitorização de um futuro cessar-fogo.

Na terça-feira, numa entrevista ao site noticioso Axios, Zelensky queixou-se de que o presidente dos EUA, Donald Trump, está a exercer uma "pressão injusta" sobre a Ucrânia para fazer concessões sem exigir o mesmo da Rússia, e reiterou que o povo ucraniano "nunca aceitará" a entrega de território a Rússia.

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