Ele é, de resto, um caso sério para a psicologia clínica: sentia-se traído de cada vez que a mulher se cruzava com um homem. Descobriu, um dia, que ela almoçara com Maurício Levy. O administrador dos CTT pagou a ousadia com a vida. Enes foi mandado em prisão preventiva – mas saiu com pulseira electrónica ao fim de três meses. Foi julgado – imaginem! – pelo crime de homicídio simples e condenado a miseráveis 13 anos de cadeia. Ainda assim, continuou em liberdade. O Tribunal da Relação de Lisboa mandou repetir o julgamento – a fim de que responda pelo crime de homicídio qualificado, punido até 25 anos. O novo julgamento ainda decorre, com Jorge Enes à solta. Não sei se a Justiça penal – pelas teias em que se enrola – tem maneira de o manter preventivamente na prisão. Mas que devia, devia.
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