O edifício, diga-se, é belíssimo, vai marcar toda a zona envolvente da Rotunda da Boavista e ficará indiscutivelmente como um marco na História da cidade. E nesse sentido, pouca diferença faz que demore mais ou menos a ser construído.
Há uns três anos utilizei de passagem, num programa da televisão, o argumento de que o povo também precisa de circo e não só de pão, para defender a realização em Portugal do Euro’2004. Caiu-me em cima o Carmo e o Eduardo Prado Coelho, porque o povo tinha muitas carências e não se devia gastar tanto dinheiro. O povo, viu-se, queria mesmo o circo. Prado Coelho é que nunca gastou uma palavra sobre o que o “povo” podia fazer com 100 milhões de euros. Se tudo se reduzisse a contas, como Prado Coelho achava sobre o Euro’2004, não havia Coliseu em Roma, ou Louvre em Paris. Porque também aí havia muitas carências e este tipo de argumentos vale para tudo e para nada. São só música, sem arte.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt