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A duas semanas da Comissão anunciar a 6 de Outubro, em Bruxelas, a sua avaliação das hipóteses de a Turquia integrar a Grande Europa, o comissário com a pasta do Alargamento e o primeiro-ministro do governo Ancara entraram em polémica.

Tudo porque, por pressão dos radicais do partido islâmico no poder, aquele executivo está a preparar uma reforma do código penal com inclusão de medidas de criminalização do adultério, à imagem do que manda a ‘charia’, a lei religiosa de Alá. E o líder turco Tayyip Erdogan já avisou que não valia a pena tentarem pressionar o seu país evocando o laicismo da UE.

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Como a Turquia não pertence aos 25 e está distante, o caso até pode passar como bizantinice. Ninguém ganha, porém, em fechar os olhos ao mundo.

A globalização da economia não abateu todas as fronteiras, nem apagou a cultura e tradição de cada uma das nações. O consenso à volta do respeito dos direitos humanos é uma guerra com muitas batalhas por vencer. E o convívio pacífico entre sociedades de raízes diferentes é um longo e difícil caminho de diálogo.

O que não ajuda mesmo nada é que num país a três horas de voo de Lisboa e onde os portugueses até vão passar férias, o adultério volte a ser crime e a condenar mulheres.

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