Caso fosse um imposto, devia ser universal e progressivo e não atingir apenas algumas pessoas. Se fosse uma nacionalização ou uma expropriação, daria lugar a uma justa indemnização. Como empréstimo, seria devolvido.
Mas não. O que o Governo pretende fazer é comportar-se como se não existisse Lei nem responsabilidades ou obrigações contraídas e, unilateralmente, quer deixar de cumprir as suas obrigações para com as pessoas, e sem quaisquer consequências. Se as pessoas afectadas deixarem de pagar a renda ou a hipoteca da casa, não estão a seguir apenas o exemplo do Estado?
Mas quem está a pensar "safei-me, os funcionários públicos que paguem a crise" desengane-se, pois é uma questão de tempo. O patronato não vai tardar a exigir que também possa comportar-se como o Estado, usando a lei da selva, isto é, a lei do mais forte.
É esta a sociedade que nós queremos?
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