A experiência fundamenta o conhecimento científico, afirma teses a partir de hipóteses, mas não serve para apurar loas.
As decisões do governo comunicadas ao País pelo primeiro-ministro transformam a urgência de reformar o Estado e de outras estruturas da nossa vida em sociedade num embuste. Cortar nas pensões dos reformados reduz obviamente as despesas do Estado, mas só mexe com quem já pouco conta na vida ativa do País.
Onde era necessária visão, há incompetência. O que a liderança deveria explicar nem sequer se balbucia. Portugal mantém-se há quase dois anos numa continuidade imobilista que exauriu todas as expectativas. A comunicação de Passos Coelho foi a leitura de uma ata de governo inepto.
Falou 13 vezes em reforma do Estado e cinco em reforma de quem trabalha ou trabalhou, mas nenhuma vez em ministros, deputados, autarcas, eficácia, inteligência ou justiça.
Dá vontade de gritar, como se ouviu na manifestação do 1º de Maio em Madrid, que "o próximo desempregado seja o deputado".
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