Octávio Ribeiro

A sorte foge do medo

16 de junho de 2010 às 00:30
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Como ditou o poeta, quem quer passar o Bojador tem de passar além da dor. Ora Carlos Queiroz não logra passar sequer além do medo. Sem chama nem carisma na liderança, os jogadores jogam apenas o que podem. Tolhidos pelo terror de falhar.

Este zero a zero não compromete nada, mas afugenta a sorte. É agora preciso vencer a Coreia do Norte. Como estaremos nesse jogo? Presos de movimentos, com temor de qualquer desequilíbrio, incapazes de um rasgo colectivo, dispostos a vergar a servis perante a melhor circulação de bola contrária? Assim se passou neste jogo inaugural. Que tristeza quase vil Queiroz faz instalar em campo. Sobre uma relva onde Ronaldo, Fábio Coentrão, Danny ou Simão deveriam planar, a responsabilidade pesa toneladas sobre os ombros dos criativos. E Queiroz não os alivia nem um quilo. Emoção, caro professor, falta emoção extrovertida! Para vencer é preciso não temer.

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